quinta-feira, 12 de maio de 2016

A PROPÓSITO do ESTADO a QUE ISTO CHEGOU

Passada a fase inicial conturbada após o 25 de Abril, creio incontestável que o País está muito diferente, e em muitas áreas para bastante melhor.
Mas, se olharmos para a realidade actual de muitos concelhos fora das zonas centrais de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, e mais uma ou outra cidade, encontramos ainda e outra vez dificuldades acrescidas, famílias exaustas, desagregação, despovoamento, miséria.
Mas, se olharmos para a realidade "justiça", por exemplo, observamos corporativismos exacerbados, trincheiras, pesporrências agudas, e uma ineficácia degradante. Observamos os intrujões a rirem-se na cara do cidadão comum, como se o cidadão comum não soubesse o preço das viagens aéreas, das estadias em hotéis no estrangeiro, ou quanto custam certas casas nas grandes cidades, nacionais e no estrangeiro. Como se o cidadão comum não soubesse o valor do dinheiro e como custa a ganhar.
Mas, se olharmos ainda para a realidade "justiça", observamos a banditagem que roubou o País sobretudo a partir de 1991, e que agora de nada se recorda, mesmo quando aí estão montanhas de indícios. Mas o sistema de justiça que foi montado sobretudo nas últimas 3 décadas e meia, e é tão louvado por muitos e sobretudo por Coimbra, é ineficaz a não ser para os humildes, porque assim e para isso o prepararam.
Portanto, na vida das pessoas, e face à realidade concreta da pouca vergonha que alastra como cancro, o estado a que, em muitos sectores, isto chegou, é, para mim, cada vez mais deplorável.
Exagerando, olhando para certos sectores, observando a desfaçatez e a leviandade de inúmeros, mentirosos, intrujões, ortodoxos, irresponsáveis, incluindo muitos titulares e ex-titulares de TODOS os órgãos de soberania, quase apetece perguntar olhando à escala primitiva dos tempos geológicos, em que fase afinal estamos: na era "Quaternária", na "Terciária", na "Secundária", na "Primária", ou já regredimos tanto que voltámos ao "Pré-Câmbrico"?
Quem souber que diga.
AC 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

É ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL

Esta é a frase constantemente repetida por muitos políticos. De cada vez que António Costa abre a boca, jorram "absolutamente essenciais". Em catadupa.
É absolutamente essencial assistir de vez em quando a sessões da Assembleia da República e sobretudo às das comissões, para se ficar com a certeza de ser absolutamente essencial que Portugal leve uma grande volta.  E já é muito tarde.
Ou estaremos definitivamente perdidos como sociedade.
O pântano de lama e trampa adensa-se.
Ouvi cerca de meia hora da audição de hoje do ministro da Educação. Que, bom aluno e bem mandado, lá foi repetindo "absolutamente essencial".
Mas para além da prestação do ministro, bastou-me essa meia hora para verificar que a esmagadora maioria daquela gentinha de todos os partidos à volta da mesa, tem uma postura, uma qualidade, uma categoria, uma educação, uma noção de decência, de respeito para com os cidadãos, que se pode resumir numa palavra: UM NOJO.
Quase tão mau como o que se vê no parlamento turco e outros, onde se pontapeiam e esmurram com brilhantismo.
UM NOJO, repito.
AC 
POR AÍ
Por  entre penhascos

AC

A PROPÓSITO de SÓCRATES e MUITOS MAIS

Cada vez acho mais piada (???) a estes juristas de cartola, muitos de certas fornadas de Coimbra, sempre pela celeridade da justiça, pela presunção de inocência, contra os abusos, contra os atentados ao Estado de Direito Constitucional.
Argumentam sempre de cátedra, são profundos conhecedores das matérias mas, em concreto, batem-se sempre pelos figurões, ainda que sempre alegando que apontam ao geral.
Não sou licenciado, mas alguma coisa retive do que aprendi.
Como logo no primeiro ano nos é ensinado, se o Direito é um sistema normativo complexo dotado de forte grau de institucionalização, e capaz de promover mudanças na sociedade, creio que no entendimento de um cidadão simples, colocado perante essa noção e outras de natureza idêntica e ainda ao mesmo tempo perante a ineficácia a que se assiste e que não é por acaso, bastaria esta triste realidade dos nossos dias para levar a concluir que algo está muito mal.
E o que está mal é o normativo, os códigos que foram montados, os alçapões legislativos.
Mas os grandes doutores das leis, insistem em salientar tudo e mais alguma coisa em defesa de quem estoirou e continua a estoirar com o País.
Isso sim, uma leviandade, uma desfaçatez, e uma ofensa continuada ao cidadão comum.
Ou querem-me convencer que os abusos por parte do MP não derivam sobretudo da malha legislativa que conhecidos senhores laboriosamente construíram ao longo de décadas?
Claro que as acusações deviam ocorrer em tempo razoável. E então, os grilhões que colocaram em vigor?
Tenham vergonha, e alterem é as coisas, a sério, e desde logo o ónus da prova.
Vejam como o Maddof foi dentro em poucos meses. Só falta dizerem que os EUA não são uma democracia, um estado de direito. Tenham vergonha.
“o ónus da prova cabe ao detentor da ação penal, não o inverso”, pelo que “é o detentor da ação penal que tem de provar essa origem ilícita, com factos, não com suposições”. POIS!
AC

terça-feira, 10 de maio de 2016

Serra da Estrela

AC

O Acordo Ortográfico de 1990 (AO90)

Salvo melhor opinião, numa lista elaborada com seriedade com os principais problemas do meu desgraçado País, tenho a certeza que o AO90 não estava no primeiro lugar.
Mas não tenho dúvida nenhuma de que se trata de uma questão muito importante. É “só” a língua.
Tenho tomado atenção ao assunto, como aliás faço com praticamente tudo da minha envolvente mas, numa segunda fase, vou ordenando tudo por prioridades e, como muitas coisas são espuma dos dias, ficam em arquivo senão mesmo lixo.
Existem defensores acérrimos do AO90 mas em que muitas vezes apresentam justificações que me parecem fracas. Como por exemplo, sugerir que quem está contra é por reflexo da idade e dificuldade de adaptação!.
Há opositores que muitas vezes também não primam pela melhor defesa, mas existem os que apresentam argumentos que me parecem muito válidos e mesmo dificeis de rebater.
Mas também me parece que hoje em dia aparecem opositores de notoriedade pública que, no passado não muito longínquo, terão tido alguma passividade, para não ser mais assertivo.
A realidade é que ele está aí. Posto em vigor por quem se sabe. Aliás, como bem salientado por quem sabe, todo o processo começou de forma curiosa/ estranha, esteve anos mais ou menos parado, e de repente ZÁS: tem que entrar em vigor.
Um processo, portanto, que legítimamente suscita as maiores dúvidas quanto aos fundamentos. Porque quanto a processo e procedimentos pode dizer-se, no mínimo, lastimável.
E que realidades encontramos?
A nossa CRP, como bem lembrado por quem habitualmente é muito coerente nas suas posições e considerações, consagra que - "A língua oficial [da República Portuguesa] é o Português."
Uns designam-no por aborto, outros por aleijão, outros por nojo, e outros ainda adjectivam com mais ou menos floreados.
Quando o AO90 veio a público muitos subscreveram uma oposição clara. Têm sido coerentes.
Alguns países da lusofonia têm o assunto em muito baixa prioridade. Vários não ratificaram a coisa.
A nível do nosso Estado, tem sido obrigatório o “acordês”. Mas entidades e instituições há em que, aparentemente, os computadores não têm a ferramenta do “acordês”. 

E existem também entidades oficiais que mesmo pugnando pelo “acordês” cometem gafes tolas.
Discute-se a questão jurídica, se há ilegalidade, nulidade, etc.
O que parece ser certo é que uns conhecidos senhores andaram anos a viajar para lá e para cá. À nossa custa. À boa maneira “tuga”.
Por cá, muitos escritores não seguem o AO90, muitos jornalistas também, e em jornais vê-se de tudo um pouco. Editoras idem. E têm sido evidenciados vários exemplos que claramente mostram que o “acordês” está longe de ter lógica absoluta, ser coerente com o escrito e com o falado e com a sonoridade, com o que se “come" e "não come”. E quanto à invocada “unificação”?
O Presidente da República levantou a lebre com algum cuidado.
Da parte do governo parece que nem querem ouvir falar da coisa. 
A posição da AR não espanta.
Hà poucos dias, um conhecido constitucionalista veio a público defender o AO90.
Um dos seus argumentos para a defesa do AO90 - “"É essa, aliás, a opinião que colho de muitos colegas universitários que utilizam a escrita como instrumento de trabalho, sendo essa também a posição generalizada dos operadores públicos (legislativos, administrativos e judiciais)”".
Como sempre, respeito todas as opiniões.
Contudo, sei de experiência de vida que nenhuma instituição se auto-regenera. E, para mim, os professores universitários, como aliás se verificou/ verifica em muitas outras profissões, e sobretudo a partir de 1991, criaram o seu "sistema”. 
Em todas as profissões, sem excepção, existem excelentes, bons, sofriveis e maus profissionais. Valorizo pouco o argumento supra invocado.
Continuo a escrever como me apetece, isto é, como aprendi a partir de seis décadas atrás.
E de vez em quando cometo erros, vários um bocado involuntariamente porque ao computador.
Quando escrevo com a minha clássica e já idosa de quase 30 anos, caneta MontBlanc Meisterstuck nº 149, aparo 4810/ 14K /585, como se vê na fotografia, dou muito menos pontapés na gramática.
Sendo fraco na escrita, ainda assim socorro-me periodicamente da minha “Nova Gramática do Português Contemporâneo”, Celso Cunha/ Lindley Cintra, 1984, com prefácio dos autores, de 19 de Maio.
Gramática que foi compilada pelos autores designadamente porque, como escreveram no início da obra - “"……Trata-se de uma tentativa de descrição do português actual na sua forma culta, isto é, como a têm utilizado os escritores portugueses, brasileiros e africanos do Romantismo para cá, dando naturalmente uma situação privilegiada aos autores dos nossos dias. Não descuramos, porém, dos factos da linguagem coloquial, especialmente ao analisarmos os empregos e os valores afectivos das formas idiomáticas……….Como esta gramática pretende mostrar a superior unidade da língua portuguesa dentro da sua natural diversidade, particularmente do ponto de vista diatópico, geográfico, uma acurada atenção se deu às diferenças no uso entre as modalidades nacionais e regionais do idioma, sobretudo às que se observam entre a variedade nacional europeia e a americana……….uma permanente preocupação de salientar e valorizar os meios expressivos do idioma…….””.
Pela minha parte vou continuando a seguir este assunto. 
E aprendendo com a coerência dos argumentos. E registando o resto.
António Cabral (AC)

DESCOBRI A FONTE DE INSPIRAÇÃO

Deve ter sido, só pode ter sido: página 8, livrinho publicado em 1973, Agosto, e que reproduz o relatório do secretário geral do PS, lido e discutido e aprovado no congresso de Maio de 1973.  
""........é um homem pragmático. Para se manter no poder - seu objectivo essencial, a ponto de se transformar numa finalidade em si - procura adaptar-se ás circunstâncias e está disposto a todas as piruetas ideológicas que os tempos lhe requeiram. Sem escrúpulos excessivos de doutrina ou medo de se contradizer: o essencial, para ele, é conservar o poder, custe o que custe, ao serviço dos grandes interesses que o comandam.""
António Cabral (AC)

segunda-feira, 9 de maio de 2016

ENTÃO a INDIGNAÇÃO?

Aguardo para ver o grau de indignação do prof Vital Moreira. 
Então não é que a procissão da NS da Saúde contou com a presença do PR que parece ter estado sempre caladinho, do presidente da CMLisboa o grande mestre de obras da cidade e, pasme-se, dos chefes militares e de vários militares?
Cavaco Silva nunca lá pôs os pés, pelo que fácil é concluir que respeitava neste capítulo a CRP. Será?
E agora?
AC.
ADENDA : indignou-se esta Terça-feira. No curto texto da indignação fala em termos gerais, mas depois "cola" notícia de jornal com título gordo indicando o PR. Verdade seja dita, a notícia do jornal identifica mais titulares de cargos públicos que não apenas MRS.

EXEMPLO de COMPLETA AUSÊNCIA de VERGONHA

Como já vi escrito - "Há uma coisa que impressiona na política portuguesa e que é os políticos não terem consciência da sua pequena dimensão" . Vem isto a propósito da criatura que se vê numa fotografia tristemente célebre. Exactamente, o senhor Durão Barroso.
É lamentável, opinião minha naturalmente, discutível, esta telenovela que nem mexicana consegue ser, de tão má qualidade e de tão fracos actores. 
Com esta "cena", o ex-jornal de referência terá tentado aumentar a tiragem? Não faço ideia. Foi pedido de Barroso? Desconheço. Interferência de Balsemão? Sei lá.
Não interessa, apareceu, obrigou Jorge Sampaio vir a terreiro defender-se. Não muito bem, acho eu, opinião discutível, certamente.
Não sendo especialista de relações internacionais, não sendo constitucionalista mas tendo estudado direito constitucional, tendo alguma experiência de vida, e anos de contactos privados com alguns dos melhores em relações internacionais (o melhor dos que conheci infelizmente já falecido), vou atrever-me a dar uns palpites.
1. Se Sampaio tivesse insistido na não realização da cimeira nas Lajes, tinha ou não havido invasão do Iraque? Tinha, Bush estava mais que decidido. Além de que uma operação militar daquela envergadura leva muito tempo a preparar. Estava mais que em marcha.
2. A participação de Portugal na cimeira, nas Lajes ou em outro local, era importante, era primordial? Só um louco acredita nisso. 
3. Diz-se por aí que Durão Barroso se colocou em bicos de pés, e quase terá feito papel de mordomo chique! Pela minha parte, parvo é que ele não é. 
E, ao longo dos anos, passado o seu período arruaceiro, tratou da vidinha. Sim, porque não se vai por acaso para Georgetown e etc, e por lá se anda uns tempos largos. 
E creio que será das ligações especiais que construiu em círculos ainda mais especiais, e que mais tarde também o ajudaram a convencer uns quantos a conseguir o lugar de Bruxelas, que quando estava tudo em marcha nos planos logístico e operacional, mas faltava um esboço de legalidade à coisa, que eles se lembraram - "liga aí ao Zé Manel que ele dá um ajuda logística e de encenação". O então presidente dos EUA precisava apenas de uma encenação de legalidade e comprometimento internacional, parcial que fosse.
4. Porque se lembrou Barroso de falar na coisa? Havendo entrevista, pedida ou não, não havia como fugir a esse capítulo da história nacional e da internacional. Diz ele que foi a única pessoa que consultou antes de. 
Bem, não podia dizer que o ex-PR se tinha oposto. 
E, de facto, como se lê nas palavras de Jorge Sampaio, não se opôs. E aqui começa o jogo de cintura de um e de outro, o jogo da semântica. Pessoalmente, tenho em péssima consideração Durão Barroso. Mas quanto a Jorge Sampaio, não tendo dele uma péssima opinião, também não ponho as mãos no lume, por mais que os seus adoradores andem sempre a tentar convencer o pagode.
Ler atentamente, com isenção, o artigo do ex-PR, fácil é concluir que nem tudo bate certo. Joga e muito bem, com o enorme descrédito que Durão Barroso, e muito merecidamente, tem junto da esmagadora maioria dos cidadãos. Mas isso é pouco.
Até porque, se tinha tantas desconfianças e tantas discordâncias com o ex-PM, como aceitar de boa fé a justificação que ele lhe deu? 
É por esta e por outras  que estes senhores não me merecem grande consideração. Mas Barroso é bem pior que Sampaio.
5. Adicionalmente, e ainda neste - aceitou, não aceitou - o ex-PR é um dos maiores artistas a convencer o povinho. Vem isto a propósito de me parecer que é mais um daqueles que clama sempre que não pode, que não lhe compete, mas depois é dos que gosta que lhe mostrem previamente os discursos na véspera de os ouvir publicamente durante cerimónias. Não estou a dizer que era assim que mandava proceder, mas da leitura do seu artigo fica a sensação de ser o tipo de pessoa que gosta do estilo - façam o que eu digo, não o que eu faço. Se não aceitava tudo, porque aceitou uma coisa que entrava pelos olhos dentro cheirar mal? Enfim.
6. Por fim as memórias selectivas. Creio que Sampaio tem toda a razão no "toque" que dá em Barroso a este propósito. Interessante o nível de detalhe evidenciado por Jorge Sampaio no seu artigo designadamente a horas. Interessante também chamar à colação, com grande ênfase, o seu papel e responsabilidade de Comandante Supremo das Forças Armadas.
Mas que pena, tenho pena, que não tenha elaborado um pouco sobre as suas decisões, que muito superficialmente recupera mas com jactância, sobre o impedimento de envio de tropas para o exterior. Afirmei decisivamente o papel efectivo do Presidente como Comandante Supremo das Forças Armadas, escreveu o ex-PR. Não dá para sorrir mas quase.
Porque, precisamente concordando com ele -importam tanto os resultados como os processos - teria sido instrutivo e esclarecedor conhecer as suas decisões e conversas, por exemplo, no âmbito das duas reuniões do Conselho de Estado a que alude, acerca das Forças Armadas, sobre enviar ou não enviar, quanto a enviar se deviam ser forças do Exército ou de outro Ramo, e acerca do ir pensando em meios da GNR em vez de meios das Forças Armadas.
Ah, já me esquecia, segredo de Estado. O costume.
Espera, ou memória selectiva?
AC

domingo, 8 de maio de 2016

Prof Vital Moreira, não se indigna?

Túnel do Marão.
Preciosidades várias. A inauguração em si.
Uma infra-estrutura que, diga-se o que se disser, é útil.
Depois, os patetas que acham que acabou "os de lá e os de cá".
Depois, o nosso novo messias agora no papel de PM a fugir dos fotógrafos para não haver para a posteridade uma fotografia com Sócrates.
Depois o ex-PM Passos Coelho que inaugurou mas que não vai a inaugurações. Espantoso.
Depois, ou vi mal?, um membro do clero a abençoar a coisa.
Oh Prof Vital Moreira, lá porque a sua mulher é ministra, não se insurge com este atentado à CRP?
Pois eu penso que, se não se deve esquecer a percentagem enorme de católicos na sociedade portuguesa, e não os afrontar como alguns insistem, nas inaugurações não devem estar a abençoar os membros da igreja católica ou de outras crenças religiosas. Mas enfim, sou eu que serei tonto a pensar assim. Podem ser convidados para as cerimónias, mas ficarem quietinhos.
Fico triste, muito triste, por ver que um dos campeões do "estado laico" não se insurgiu imediatamente, por verificar estar a deixar passar horas após o evento sem manifestar pública discordância sobre este desvio notório do relevante princípio constitucional.. Coerências.
AC

sábado, 7 de maio de 2016

RETIRADO DE UM BLOGUE QUE NÃO PODE SER APELIDADO DE "ESQUERDA".

"Polémicas que raiam o absurdo
Confiei os meus filhos ao ensino público e, quando entendi que era melhor para eles, matriculei-os nas escolas privadas que os rendimentos do meu trabalho permitiam pagar. Exerci o meu direito de escolha. Custa-me, assim, a compreender a polémica do momento, pois se a intenção do governo é limitar os financiamentos, ajustados nos contratos de cooperação, aos casos em que estes contribuem para suprir as insuficiências da rede pública de ensino, faz o governo muito bem. Faz bem porque não põe em causa a liberdade de escolha que a Constituição garante, como também cumpre o que a lei determina. E não ouço ninguém a reclamar pela alteração da lei no que respeita aos fundamentos dos contratos de associação. Existe, dizem, a ameaça de desemprego de professores de escolas privadas. Lamentável. Mas porque não existe desemprego virtuoso e desemprego mau, não é mais lamentável do que o desemprego dos professores das escolas públicas se forem colocados nessa situação por causa de redundâncias no sistema escolar ou de benefícios excessivos e inadequados concedidos às escolas privadas"
.

Salvo melhor opinião, eis uma opinião equilibrada, evidenciando decência, sem crispação, de um lado ou do outro das barricadas que por aí estão a ser montadas.
Assim se discutissem, se analisassem os assuntos no País. 
Mas, por exemplo na Assembleia da República, cada vez mais se encontram desprezíveis exemplos de falta de educação, de ódio, tudo falsamente justificado com a linguagem e retórica parlamentares. 
Um esgoto.
AC
Como somos olhados pela maioria das elites, dos dirigentes partidários, dos titulares de órgãos de soberania, dos detentores de sacos azuis, e todos aqueles que bem sabem

AC

sexta-feira, 6 de maio de 2016

POR AÍ

AC

Coreia do Norte. Deve ser um paraíso.

Apercebi-me há pouco que  começou ou vai começar o congresso do partido único da Coreia do Norte. Diz-se que é o primeiro de uma geração.
De acordo com o que ouvi há pouco no rádio do carro, sintonizado para as notícias da TSF, a geração de que se fala é uma família que está no poder desde 1945. Simpático sem dúvida.
Da reportagem da TSF  fiquei a saber que foi lá uma delegação da TSF e, de repente ouço a seguinte "pérola" sobre aquele reinado familiar: foi construída uma infra-estrutura para funcionários solteiros junto a uma fábrica que, se bem percebi, terá qualquer coisa como cerca de 2000 trabalhadores.
A cereja em cima do bolo é a confissão de que um espelho à saída do alojamento feminino foi lá colocado por sugestão do grande líder!!!!!!!
Aquilo é mesmo um paraíso. Agora percebo melhor os encómios do PCP aquela "democracia".
AC

quinta-feira, 5 de maio de 2016

A GUERRA.

Formalmente, estamos em paz desde 1945. 
Mas é mentira, como todos sabem.
Lembremos, por exemplo, entre tantos outros, as várias contendas entre Israel e os seus vizinhos, os conflitos no Laos, Camboja, Vietname, as chacinas étnicas nas diferentes zonas em África, as contendas em vários países na América do Sul, os combates entre o Reino Unido e a Argentina, os conflitos na sequência do desmembramento da antiga Jugoslávia, as hostilidades entre India e Paquistão, o Afeganistão, os Iraques, e mais recentemente a polvorosa em todo o Norte de África, e a Síria.
Uma bela paz!
Das várias datas relevantes da guerra 1939-45, estive a olhar para as seguintes:
> 14 Agosto 1941 - reunião de Roosevelt e Churchill, a bordo do HMS Prince of Wales, fundeado nos EUA;
> Janeiro de 1943 - Casablanca, reuniões de planeamento para os desembarques na Europa, estando presentes Roosevelt e Churchill;
> 15 Agosto 1943 - Quebec, Roosevelt, Churchill, mais uma conferência aliada;
> 28 Novembro 1943 - Teerão, conferência entre Roosevelt, Churchill e Estaline;
> 5 Junho 1944 - operação "Neptune"
> 6 Junho 1944 - Desembarque, Normandia, 
> 26 Agosto 1944 - general De Gaulle, desce os Campos Elísios, na Paris libertada.

Há tanto tempo,  há tão pouco tempo!!
AC


FRAGMENTOS do QUOTIDIANO

AC
É desfaçatez, pouca vergonha, desonestidade intelectual, demagogia, ordinarice, leviandade, estupidez, alarvidade? Ou TUDO? Escolham!
O que foi dito pelo PM corresponde ao valor máximo do FEFSS que pode ser mobilizado para investimentos imobiliários........Depois existe a participação de 500 milhões, previstos para o horizonte da legislatura. Responde, ou é preciso fazer desenho?
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O Presidente da República irradia felicidade!!
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Que as últimas jornadas das competições sejam marcadas por mais tranquilidade e contenção!!!
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Medina garante que trânsito em Lisboa estará estável em uma semana.
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Reavaliar fusão de freguesias foi compromisso do governo
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Em 4 meses já há 270 novos dirigentes sem concurso.
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Essa ideia peregrina de que é possível relançar a economia sem haver aumento significativo de investimento público é uma ideia absolutamente fracassada.
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Depois das sucessivas alarvidades, de que os escassos exemplos supra são uma ínfima  amostra da leviandade da gentinha de todos os quadrantes que diariamente nos violentam, termino dizendo, que estive a olhar para "inanidades" várias de Paulo Portas, Passos, Avoila, Arménio, Galamba, Centeno, Catarinas, e muitas outras "preciosidades" da vida nacional,  e decidi não penalizar os meus estimados visitantes e leitores.
Termino mesmo com uma frase recente de Krugman: "só há uma pequena margem para deslizes orçamentais". 
Esta é certeira: a geringonça terá gostado, na exacta medida em que os tolos da PAF terão exultado?
António Cabral (AC)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

3 de Maio, festa de SCruz, ou festa do castelo

Aldeia de Monsanto, terra de trogloditas como lhe chamou Jaime Cortesão (pag 107-110, Vol I, Portugal a Terra e o Homem) a festa é a 3 de Maio.
Poucas vezes o 3 de Maio é num Sábado ou Domingo.
Há anos que se fazem festas no fim de semana seguinte ao 3 de Maio.
Nesta terra rude, cada vez mais vazia de pessoas, que sempre foi gente simples e muito sã, a tradição manda fazer a festa a 3 de Maio,  gente do povo a rumar ao castelo e daí atirar lá bem do alto um pote de barro cheio de flores, conjunto simbolizando a bezerra "oferecida" aos que sitiavam o castelo.
Bezerra que previamente tinham obrigado a comer bastante designadamente o pouco trigo restante dentro das muralhas e, assim, ao cair lá em baixo, rebentou e mostrou as vísceras cheias do que comera.
Assim se pretendeu enganar os romanos sitiantes/atacantes, levando-os a pensar que os mantimentos dentro do castelo eram ainda imensos. O cerco terá sido levantado, o ataque, terminado.
Nos últimos anos a festa tem sido "empolada", como vem acontecendo por muitas vilas e aldeias de Portugal Continental.
Coloco agora a fotografia de uma vista do castelo, por altura da festa, em 1960, fotografia que "roubei" a um amigo.
AC



A Liberdade, A Democracia.

Dou muitas vezes comigo a meditar sobre a questão "Liberdade".
E não é de agora.
Pertenço ao grupo dos mais reservados, sempre assim fui.
Posso no rosto ter fisionomia de pateta, o que não é significado de que o seja.
A fisionomia de cada um terá explicação, nos genes herdados, e em mais alguma coisa, ou mais "Acima".
Procuro sempre respeitar as opiniões alheias mas, talvez defeito da idade, incomoda-me cada vez mais que me apareçam com superioridades, morais, éticas, políticas.
E sobretudo sem civismo, sem educação, sem decência, com arrogância.
Sobretudo quando me querem definir a sua democracia como a única, a pura, a verdadeira.
Esquecem que a democracia é exactamente o sistema especial na definição de Churchill.
Não há democracia apenas de uns certos senhores, sejam eles, Freitas do Amaral,  Paulo Portas, Mário Soares, Durão Barroso, Passos Coelho, António Guterres, Sócrates, Jerónimo de Sousa, Catarina Martins, Arménio Carlos, Vasco Lourenço, Otelo Saraiva de Carvalho, António Costa, Mário Nogueira, Proença de Carvalho, as individualidades que quiserem.
Há só uma democracia.
Com imensos defeitos, com imensos problemas, com inqualificáveis iniquidades, com insuportáveis desigualdades, e com ofensas diárias ao que a CRP estabelece no seu Artº  13º,  onde se consagra "O Princípio da Igualdade".
A liberdade impõe-me que observe as atitudes dos outros sejam governantes sejam governados, as pondere, com elas concorde ou discorde, mas não aceito que me calem e que não respeitem a minha opinião.
Discutível, certamente.
Mas que procuro sempre exprimir com serenidade, sem ofender, sem superioridade, pois aqui e ali posso não estar a ver devidamente esta ou aquela perspectiva.
E já por mais de uma vez fui bastante cáustico.
Não consigo eliminar todos os meus defeitos, mas creio que tenho minimizado alguns.
Procuro comportar-me com decência e coerência, valores muito arredados da vida nacional.
AC

terça-feira, 3 de maio de 2016


Uma carta lida no jornal Público

(sublinhados a bold da minha responsabilidade) A casa da democracia

Tivemos este ano a presença da Associação 25 de Abril nas comemorações da data na Assembleia da República. Afirmou o presidente da AR que a "casa era também deles". De facto, a casa é de todos os portugueses e se ela hoje existe tal como é isso deve-se àqueles que realizaram a revolução e também aos outros que impediram a instauração de uma nova ditadura.
Nos tempos recentes do "governo de direita" não estiveram presentes, em protesto. Têm liberdade para isso. No entanto, entre os milhões de portugueses que votaram no PSD, no CDS e em Cavaco Silva, muitíssimos apoiaram o 25 de Abril e não há nenhuma razão para menosprezar a sua opção democrática.

Não existe a "nossa democracia", há apenas uma, global, que exige ser respeitada por quem se acha democrata. É curioso como o 25 de Novembro ainda continua a ser lembrado por muitos como uma data triste, pela interrupção do "processo", um revés para a "liberdade", quando o seu líder foi a seguir democraticamente eleito Presidente da República à primeira volta. Acrescentando Pinheiro de Azevedo nas contas, tivemos 3/4 dos eleitores a sancionarem o 25 de Novembro, o que deveria ser significativo para os democratas.
Esta associação pode marginalizar-se como entender.

Se o fazem face a um Parlamento democraticamente eleito, de quem não gostam, estão a reduzir a sua dimensão e a ficar pequeninos para a história. O 25 de Abril, genuíno, não foi para isto.(Carlos]. F. Sampaio, Esposende)

AC