terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A PROPÓSITO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2016.
A candidata Maria de Belém Roseira (MB)
Depois dos candidato Sampaio da Nóvoa e Marcelo rebelo de Sousa, hoje ocupo-me de MB.
A mulher que foi presidente do PS, que presidiu à comissão parlamentar da saúde, que creio foi ao mesmo tempo consultora privada nessa área. E que fica muito irritada por se lhe apontar esta coisinha!!!
Mas, principalmente, a mulher da - a minha ética é a minha ética. Creio que foi esta a expressão recente dada a conhecer aos portugueses.
Como todos os restantes candidatos, MB, naturalmente, tem direito a ideias novas, a não será pecado querer dá-las a conhecer.
Mas, como os restantes candidatos, anda com um programa de governo debaixo do braço. Menos extenso que o de Sampaio da Nóvoa.
Nela, como aliás todos os outros sem excepção, a insistência na visitação dos desvalidos.
Mas uma das cerejas em cima do bolinho, é esta ideia de levar a jantar fora os dignatários seus comparsas internacionais. Estou a imaginar o presidente da França na MITRA, ou num dos lares mais humildes do interior do País. Seria engraçado.
Minha senhora, e meus senhores, os idosos têm o direito a ter no final da vida momentos descansados e não servem para entreter os humores dos políticos.
Adicionalmente, se a candidata pretende dizer que se devem reduzir substancialmente os gastos da Presidência, estou completamente de acordo. Mas pode começar por sugerir uma remodelação na casa civil do PR e, principalmente, acabar com as pornográficas viagens com mais de uma centena de pessoas à conta de todos nós. Acabar com os séquitos, tão comuns no tempo da monarquia.
Como para MRS e SN, interrogo-me, o que a recomenda para PR? Ser mulher?
Também defende causas, eu sei, algumas de elogiar. Mas compreenderá a sério a função para que se candidata?
Tem opiniões, não as deve calar. Mas será uma PR prudente, equilibrada? Tem a noção exacta dos seus poderes? É que também esta candidata não os enuncia, discute, realça.
Haja também paciência para esta candidata.
AC

PS: ditas umas palavras sobre cada um dos três candidatos que, para mim, serão os mais votados, em post separado farei adicionais considerações sobre estas eleições.
Nenhum dos 3 candidatos me inspira confiança. Estou cheio de dúvidas, embora ande mais inquieto com o transportador de desassossegos.
A PROPÓSITO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2016.
O candidato Marcelo rebelo de Sousa (MRS)
O homem na comunicação social pelo menos desde 1973.
Depois do candidato Sampaio da Nóvoa, hoje ocupo-me de MRS.
Queixam-se vários de que o candidato que hoje refiro, à boa maneira de insigne jurista tem, para cada tema, no mínimo duas posições antagónicas, e que ao longo de décadas não teve contraditório na comunicação social. Dizem também alguns, em particular alguns dos que gostam de se levar no próprio colo, que os comentadores se agacham perante MRS.
Estamos, creio bem, muito no campo do "façamos um suponhamos, prontos".
MRS, pessoalmente, creio que o candidato é um analista muito acima da média. Aliás, se o não fosse e não ajudasse a subir audiências, as TV tinham-no posto de lado.
Creio que tem muito talento na área em apreço, muito superior a Santana Lopes, Sócrates, Pacheco Pereira, Sarmento, Portas, Marques Mendes, António Costa, Jorge Coelho. E atrevo-me a imaginar o fastidioso que seria ter como comentadores semanais Ferro Rodrigues, Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém e etc. Penso que o programa semanal deles não duraria muito.
Pessoalmente, estou muito convencido que determinante para a carreira de comentador foram as audiências. Claro que ele não é anjinho, e passou estes anos a tirar bom proveito. Manhoso, enguia, escorregadio, saltitão.
Mas, quanto a este candidato, tal como me perguntei acerca de Sampaio da Nóvoa, o que o recomenda para PR?
Sinceramente, também presumo que tem algumas causas. Mas...........
Dada a sua formação jurídica, a sua experiência, o ter sido "constituinte", presumo que compreende a função para que se candidata.
Outra coisa é como a vai desempenhar. Mas quanto a isso, para qualquer um dos três candidatos, tal como o ovo, se saberá apenas quando se partir e deitar na frigideira.
Quanto a ovos, cá em casa, de há anos que não é usado nenhum ser ser primeiro vertido para um recipiente branco para ser inspecionado. Posso garantir que ao longo dos anos vários ovos foram deitados fora.
Com um PR eleito é uma maçada, depois de estar "na frigideira" não há nada a fazer.
MRS tem opiniões, creio que não as calará, mas julgo que será um PR relativamente prudente. À Mário Soares no primeiro mandato. E estou certo que tem bem a noção da separação de poderes.
Mas também este candidato não esmiuça os seus poderes, não fala sobre eles. Tal como os outros candidatos, que andam com programas de governo debaixo do braço. Embora este me pareça andar com um programa mais genérico.
Haja paciência, também para este candidato.
AC
A propósito das eleições presidenciais 2016.
O HOMEM DAS CAUSAS
Nos meus zappings pelos OnLine, vou dando de caras com “notícias” para mim “curiosas”.
Concretamente, quanto ás presidenciais. Designadamente, quanto a Sampaio da Nóvoa (SN), Marcelo RSousa (MRS), e Maria de Belém (MB). Hoje começo com SN. Não ligando eu aos debates televisivos para as presidenciais, observo notícias e declarações dos três candidatos (menos me interessam os outros sete), e observei escritos acerca de uma recente discursara do candidato SN. O homem das causas. O novo tempo, o novo presidente! Muitos mandatários. Naturalmente, apesar de ele se dizer fora do sistema, quase se diz fora dos partidos, aqueles nomes todos fazem-me lembrar que não vai haver almoços grátis.  Basta atentar em alguns dos nomes, desde os bem sentados na primeira fila a aplaudir o messias então candidato a PM, a outros com percursos diferentes, como os percursos “socráticos”. 

Muitas, mas muitas causas. Várias das pessoas dadas a conhecer ao cidadão comum, são para mim desconhecidas. Isso não é relevante. Têm certamente méritos nas profissões respectivas.  E são, certamente, todos fora do “sistema”! Ah, e quanto aos nomes de peso, os 3 anteriores PR, tão diferentes quanto cardos e rosas.
Quanto ás causas, “as 20 poucochinhas", pois anunciadas que podiam ser centenas ou milhares, devo então deduzir que não esqueceu nenhum dos milhões de problemas que afligem sistematicamente os cidadãos portugueses.

Vejamos:
Temos, presidente da comissão de honra - Jorge Miranda (mas, coitadinho, sem par feminino !?!), coordenadores das causas - Carvalho da Silva, Gabriela Canavilhas, mandatários nacionais - Correia de Campos, Teresa Salgueiro. Cinco nobres criaturas a encimar a estrutura "causal"!!!
Quanto aos mandatários das causas:
25 de Abril e das liberdades - Maria Antónia Palla, Vasco Lourenço, Assuntos constitucionais - Gomes Canotilho, Isabel Moreira, cidadania sénior - Rosário Gama, António Betâmio de Almeida, Cultura - Maria do Céu Guerra, Rui Néry, Desporto - Carlos Lopes, Rosa Mota, Língua Portuguesa - Eduardo Lourenço e Lídia Jorge, Juventude - Sandra Barata Belo, Miguel Gonçalves Mendes, Combate à Pobreza e Exclusão Social - Alfredo Bruto da Costa, Isabel Guerra. Segurança e Defesa - almirante Melo Gomes, Helena Carreiras, União Europeia - Ana Gomes, Rui Tavares, Movimentos Sociais e Cidadania- Pilar del Rio, António Pedro Vasconcelos, Ambiente e Alterações Climáticas - Júlia Seixas e Filipe Duarte, Cidades e Desenvolvimento Territorial - Maria do Céu Albuquerque, João Ferrão, Conhecimento - Sofia Alboim, Miguel Castanho, Diáspora - Ana Maria Faria, Hermano Sanches Ruivo, Economia e Inovação - Inês Santos Silva, Fortunato Oliveira Frederico, Igualdade e Combate às Discriminações - Elza Pais, Miguel Vale de Almeida, Mar - Vanda Nunes, Mário Ruivo, Serviços Públicos - Ana Maria Bettencourt, António Arnaut, Trabalho - Guadalupe Simões, Sérgio Monte.

Alguns nomes são conhecidos politicamente, mas sobre a maioria gostava de conhecer o percurso académico, de cidadania, político.
Cada um escolhe as companhias de que gosta. Das companhias escolhidas e anunciadas, registo alguns dos que se revoltaram com o estado a que isto chegou de há cinco anos para cá, mas não se revoltaram com a génese (de anos) do estado a que isto chegou. Elucidativo. Portanto, causas para todos os dias da campanha. Tendo dito que podiam ser centenas as causas, pensou em tudo. Ainda assim, curioso não estarem BEM explícitos e individualizados, a CPLP, a corrupção, a justiça. Curioso, também, estar explícito a cidadania sénior e depois mais cidadania misturada com movimentos!!!

Perguntava-me a há dias a mim próprio, o que recomenda cada um dos candidatos a PR?
Agora já sei, Sampaio da Nóvoa defende causas. 
Poderei presumir que, como PR, a cada mês, remeterá à AR uma mensagem a propósito de cada causa? Porque se de facto um PR tem de se bater por causas, e ter sempre presente as paridades, os activistas, os coordenadores, os presidentes de comissões, o escol das personalidades (só de esquerda?), a união das vontades, a auscultação das pessoas, a igualdade dos géneros, não vislumbro como possa passar sem usar mensalmente o seu poder presidencial de remeter mensagens à AR.

Compreenderá, a sério, a função para que se candidata? Está convencido que com evocações de outros, desabafos, vai resolver os nossos problemas? Desassossegado já eu ando há muito tempo. Desde o monta tartarugas, ao lacrimoso, ao eucalipto, para me vir agora este senhor denominando-se um transportador de desassossegos. 
Não quero ser mal educado, mas parece-me haver por esta banda muita hipocrisia. Depois, mostra-se avesso a várias coisas, "muito insuportáveis", parecendo-me a mim insuportável esta coisa de disfarçar as suas origens, e sobretudo não dizer claramente a que pensamento político está ligado.
Um PR pode e deve ter opiniões políticas, e não deve calá-las. 
Mas deve abrir a boca com ponderação, tendo sempre presente a separação de poderes e os poderes que a CRP lhe confere.
Por fim, SN  exibe sempre o apoio dos ex-PR. Como todos nós, três homens com qualidades e defeitos.
Mas, olhando apenas a factos, e não a estados de alma e simpatias, e ao estado concreto a que isto chegou, eles não têm responsabilidade nenhuma nisto? 
Ou a desgraça de Portugal começou só no 2º curto mandato de Sócrates e, sobretudo, no de Passos Coelho?
Haja paciência, também para este candidato.
AC
POR AÍ

AC
LISBOA, a 2ª circular, os planos megalómanos, o caos, as negociatas por baixo da mesa?
A autarquia da capital deste desgraçado País quer e VAI refazer ou destruir a já de si muito difícil 2ª circular.
Por razões várias, só a horas muito noturnas ÁS VEZES, por lá passo.
Não interessa.
O processo, dizem que está em consulta pública.
O que é que isso significa? Em termos práticos, rigorosamente nada. É mais uma das mistificações da nova era, do novo tempo como lhe chama o outro. Quando acima digo VAI, é porque ouvi hoje no rádio do carro o actual presidente da CMLisboa reafirmar que vai ser feito. O que só confirma a vigarice disto tudo. A coisa ganhou agora um certo barulhinho porque se demitiu o ex-vereador da mobilidade do tempo do messias na sua vertente de presidente da autarquia.
O actual vereador/arquitecto Salgado veio contrapor. Os Lisboetas, riscam nada.
Um fala em carros e bois. O outro, mula velha, reage polidamente, mas é claro, a coisa vai fazer-se e o resto é conversa. Consulta até 15 de janeiro do corrente = zero.
O engraçado. é que agora não há nenhum cineasta a gritar alto, nenhuma esganiçada a berrar.
Cosmética, pandemónio, olhos nas próximas eleições autárquicas, arvoredo, muito oxigénio, redução de velocidade (para ajudar a ganhar uns dinheiros com as multas), o que se quiser, vale tudo, incluindo arrancar os olhos.
Cada português e cada munícipe tem, de facto, o que merece, e o que escolheu.
Ninguém questiona quem fez os projectos, que ligações (se algumas) tem à câmara, quem porventura possa estar dissimulado por trás, etc. O presidente Medina diz que este projecto tem anos, e que só por falta de verbas nunca avançou, e que agora, fruto da excelente gestão financeira dos últimos anos, a CML tem dinheiro para a obra. Não é lindo?
Entretanto, basta passar por várias ruas e avenidas de Lisboa para sentir o estremecer e saltitar dos carros com a suavidade do piso, incluindo os buracos. E, por outro lado, as várias filas de carros em 2ª fila (um exemplo = em frente à CGD perto do Campo Pequeno).
AC

Adenda: entre outros aspectos, muitos, poderá pensar-se no que vai acontecer ao tráfego intenso que entra lateralmente ao longo de toda a 2ª circular. A CML diz que a obra vai tornar tudo muito suave mas, pergunta estúpida certamente, se desaparece uma faixa de cada lado, e a velocidade autorizada diminui bastante, esse tráfego vais ser melhor escoado para dentro da 2ª circular?
Por outro lado, se a meio vai passar a existir um imenso arvoredo, isso vai ou não atrair passarada, designadamente pombos, que já existem aos montes particularmente na zona próxima do aeroporto?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A propósito da campanha para as presidenciais 2016
As Nações de menor poder perante as grandes potências
"Em presença do desacordo manifestado irredutivamente na Sociedade das Nações em matéria de desarmamento, houve a ideia………..mas que provocou manifestos descontentamentos e desconfianças nas outras nações, principalmente naquelas que frequentemente se designam por nações menores.
Por mais que juridicamente se proclame nas relações internacionais a igualdade das nações, na realidade assim não é, e do mesmo modo que na vida social há hierarquias, também as há, e bem acentuadas, entre as nações, quando grandes interesses ou fortes divergências políticas estão em jogo.
É que no quadro internacional, as nações pesam mais ou menos conforme o seu poder combativo e valor unitário, população, extensão territorial, intensidade de vida de relação, cultura política, científica, artística, literária e filosófica, padrão de vida, riqueza nas suas diversas modalidades, extensão dos negócios e seu volume, e, de um modo geral, proporcionalmente ao grau em que participam na marcha evolutiva do mundo".
(Política Internacional e Política Naval, página 17, C.M.G. Fernando Augusto Pereira da Silva, edição da Liga dos Combatentes G. Guerra, 1934, Lisboa)
Gostava de ouvir os comentários dos dez candidatos acerca destas considerações que, embora datadas, continuam as realidades exactamente como sempre. Existem os interesses, os riscos, as ameaças, o poder nacional.
António Cabral (AC)
FRUTA


AC

domingo, 10 de janeiro de 2016

Malfeitores. ilusionistas. ilusões. Desconsolo. Incertezas. Insegurança.
Ou, em outra versão, já vi executivos a chorar.
Volto à carga. Não pretendo maçar quem tem a gentileza de me visitar/ ler. Mas,.....relevem,.........
Recordaria que, malfeitor é aquele que comete crimes ou actos condenáveis, e ilusionista é o “artista" dedicado a produzir ilusões. 

A maioria dos meus concidadãos, presumo, associa as duas categorias à criminalidade muito ou pouco violenta mas eu, há décadas, que tenho nesta lista a (maioria da) malandragem dos escritórios, dos aconselhadores, dos comentadores, dos assessores, dos senadores da República, dos empreendedores, da nata política à nata dos servidores em cargos públicos (autarcas, por exemplo), e por aí fora. Não todos, mas muuiiiitttoooos.

Lembrando o blogue que durante muitos anos me acolheu, e onde não terei sido sempre feliz nas minhas considerações, porventura injusto algumas vezes, creio que a realidade se tem encarregado de mostrar a justeza global da minha revolta, e ali periodicamente partilhada, quanto à banditagem que vai alegremente destroçando Portugal. Ou estou enganado?

Baseio-me tão somente no que sempre tem sido feito, e continua, variando apenas e consoante os “artistas”, quer a dose quer os tons, com que essa gentinha injectou e injecta na nossa sociedade as ilusões, que procuram e conseguem quase sempre, vesti-las como realidades alcançáveis.
Alimentam esperanças que o tempo vai mostrando serem vãs, para não dizer, trágicos desfechos.
Na realidade vão, TODOS, nomeando “boys e girls” com contratos mais alargados no tempo para que a banditagem que vem a seguir, se os despedir, ter que lhes pagar chorudas indemnizações.
E a desgraça, como repito periodicamente, é que a esmagadora maioria das pessoas acredita nas ilusões, para não ter que (presumo) reconhecer que essas esperanças são mesmo irrealizáveis.
A característica que mais evidencio, e é comum nestas gerações de malandros, TODOS, é o desprezo total e absoluto pela verdade. Dizendo isto ainda mais rigorosamente, têm um desprezo total e absoluto pelo cidadão comum. Valores? Vá de retro satanás"

Os malfeitores tanto nos mandam ter cuidado, como nos atiram à cara que estamos bem demais e acima do que merecemos, como nos querem fazer crer que o que deles ouvimos nas TV não foi o que eles disseram, como o inefável e ainda actual inquilino de Belém. Os ilusionistas tanto nos apontam o dedo para encolher o cinto como nos dizem do alto das suas cátedras que, afinal, quem nos mandou apertá-lo, estava completamente tolo e não mediu as consequências. E a esmagadora maioria dos meus concidadãos continua a acreditar em tudo isto. E culpam o costume, a troika, a Alemanha, o liberalismo, e por aí fora.
A esmagadora maioria dos meus concidadãos parece continuar a privilegiar o - é deixar andar, melhores dias virão. Pois! E o terrível é ouvir isto de pessoas bem informadas e com formação mais do que universitária. As ilusões em Portugal, e na Europa, prosseguem. 
Temos a Ucrânia que para a maioria dos europeus - isso é lá com os ucranianos e a Rússia temos a desindustrialização brutal na Europa e os europeus acham - ah, o estado social aguenta o desemprego - temos a diminuição da natalidade mais ou menos generalizada e os europeus - ah preciso é ir de férias para a neve ou Sul de Portugal e Espanha - temos a Síria, o Iraque, o Daesh, o terrorismo e as vagas de assalto à Europa e por aí fora - ah, não há-de ser nada. O inconformismo, o encolher de ombros.

Os malfeitores e ilusionistas riem-se disto tudo, riem-se de todos, enquanto amealharam/ vão amealhando fortunas com as formações que quase não deram nas suas empresas, enquanto rebentaram/ rebentam com as fábricas da competição, enquanto engordaram/ engordam na especulação na bolsa, enquanto preservam (e desde o tempo de Salazar) propriedades lá fora algumas até em países que eram da esfera comunista. 
Entretanto, receberam/ recebem dividendos brutais, enquanto colocam há anos lá fora fortunas colossais. Se alguém lhes aponta o dedo - isso não é verdade, prove.
E depois, alguns ilusionistas políticos, de todos os quadrantes, e muitas vezes até após extenuantes jornadas parlamentares anunciam, por exemplo, legislação para combater a corrupção. Dá vontade de rir? 

Onde está a legislação (por exemplo):
- que permita deitar imediatamente abaixo o construído à margem da lei, leia-se, PDM´s e legislação vária sobre regras para a construção civil? Entre dezenas de tristes exemplos, veja-se o que se NÃO passa na ilha de Faro e noutros locais do Algarve;
- que impeça a acumulação por parte dos autarcas das várias empresas que as câmaras criam?
- que obrigue quem de repente evidencia fortunas não condizentes com salário do agregado familiar, a provar de onde lhe veio esse brutal e repentino provento?
- que impeça que para o mesmo caso os mesmos defendam o Estado e a seguir os opositores do Estado?
- que crie regras duras impedindo as falcatruas autárquicas como a passagem despudorada de terrenos agrícolas a urbanizáveis?
- que elimine a maioria das fundações, institutos, e observatórios, que se constituem como um dos grandes centros de parasitagem e sorvedouro de dinheiro público?
- e por aí fora, que a lista nunca mais acaba!

E o terrível, é que a esmagadora maioria dos meus concidadãos continua eufórica por terem vindo a lume parte dos nomes de portugueses com fortunas não declaradas, sediadas na Suíça - “estão a ser apanhados. Euforia, também, com a sucessão de casos mediáticos na justiça. A maioria nunca perceberá que os vários ex-PM do nosso País, e muita outra gentinha, sabem destas coisas há anos, que existem há anos perdões fiscais, e não percebem que a legislação (códigos, etc) bem favorece a malandragem. 
Nunca perceberá que “offshores” não é uma coisa da Europa, é uma coisa a nível mundial, que não vai acabar. Um dia, na UE, se ela ainda existir, decisões talvez sejam tomadas para minorar certas fugas aos impostos. Mas a Holanda e o Reino Unido, por exemplo, continuarão a privilegiar os negócios e a ter portanto políticas fiscais mais acolhedoras. É olhar para a história, e ver quem, séculos atrás, financiou guerras na Europa e não só. Os interesses obscuros, persistem, prosperam. Comem à mesa do orçamento, há décadas.

Os malfeitores e ilusionistas, no passado, estiveram-se nas tintas para o arrancar das vinhas, para a destruição da frota pesqueira, etc, etc, etc, tudo sempre à conta da engorda dos subsidiozinhos, da formação fantasma, e dos fundos. 
Serviços, Sol, turismo, sim, é importante, mas creio insuficiente para sustentar o estado social, que eu gostava que vigorasse e melhorasse, e não o contrário. 
Mas eu não tenho ilusões, e não me conformo com o deixa andar.
Ah, meu caro senhor, mas lá fora passa-se mais ou menos o mesmo. Não se martirize!!!! 
Sim, creio que sim, mas em que é que isso resolve os problemas na sociedade portuguesa?
AC
AS CHUVADAS
Nos últimos dias têm sido muitas. Norte e centro, sobretudo, têm provado a ira do SPedro.
Como em tudo na vida, estas águas têm uma vertente positiva. Senão em súbito jorrar dos céus, faz falta à agricultura.
Por outro lado, enche o que depois nos faz falta para, produção de energia, regadio. Na foto uma delas. Adivinhem.
AC

BEIÇOS


AC
DA ESPUMA DOS DIAS. OS EXAMES, E OS TRAUMAS INFLIGIDOS ÀS CRIANÇAS.
A educação, a formação dos futuros cidadãos, o futuro do País portanto, continua alegremente a ser tratado com os pés.
No meu tempo, há seis décadas, quando já na então 2ª classe da primária, as coisas não estavam bem, estou certo disso. E não é para ser politicamente correcto, como todos os defensores das causas (basta lembrar a discutível cena de decorar as linhas férreas todas). Não estavam mesmo, mas nem tudo estava mal. Como hoje, não está tudo mal ou tudo bem.
Mas com tantos "cientistas do saber", de todas as cores ideológicas, acho sobretudo graça a um dos argumentos avançados tempos atrás, o trauma às criancinhas.
Agora, regras novas a meio do ano, já não causam traumas. Ah, já me estava a esquecer, são regras novas, mas oriundas das esquerdas. A favor, portanto, das crianças.
E assim, Portugal continua a avançar, como se nota há pelo menos sete décadas!
Ontem fui jantar a casa da minha filha.
Perguntados sobre os exames, os meus netos encolheram os ombros, enquanto continuaram a brincar e a falar um com o outro. Fiquei ciente que se estavam a borrifar para haver ou não exames.
O que me perturba, hoje de manhã, é que me esqueci de recomendar à minha filha e ao genro que levassem com urgência os putos ao médico, para averiguar como estava o respectivo índice traumático!!!
AC
COISAS NO MEU PAÍS A QUE SEMPRE ACHO GRAÇA !
Não é só o PCP, outros partidos o fazem e dizem, incluindo os que são designados por "direitolas", embora estes com semântica diferente, palavreado diferenciado.
O PCP, como mais uma vez recentemente, a propósito do que eu chamo o índice de durabilidade do actual governo, pela voz do patriarca Jerónimo de Sousa, reafirma que o governo durará o que durar, dependendo do partido socialista, da sua acção governativa.
Se governar no interesse dos trabalhadores, do povo, e do País, tudo bem, não cai, senão,....presumo eu, será deitado abaixo.
Eu sei que esta terminologia tem raízes ideológicas, de luta de classes. Eu sei.
Mas acho sempre piada a esta separação das coisas, como se o povo não incluísse os trabalhadores por exemplo, ou como se pudesse governar a favor do povo sem ser em favor também do País, ou vice-versa.
Mas, eu sei, sou eu que sou chato.
Mas para mim, a "chateza" maior, é que, por esta ou aquela razão, ao longo de séculos, continuamos esta desgraça de País. Desde 1700.
Sim, sou eu que sou chato, de resto está tudo muito bem, equilibrado.
É como quanto ao mar e aos portos - decretou-se, acabaram as greves. Engraçado, engraçada esta senhora que o anunciou! Governou no interesse dos trabalhadores. Mas, terá sido de facto assim?
AC
ainda flutua, dirão os pouco atentos!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

GOSTOS NÃO SE DISCUTEM
Com o respeito por todas as outras opiniões, sempre, e sem nenhuma intenção de ofender quem quer que seja, esta noite fiz bem melhor em ir ouvir a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Sibelius (Valsa Triste, da suite Kuolema/1903), Schumann (concerto para violoncelo em Lá Menor, op.129 /1850) e Tchaikovsky (suite do bailado O Lago dos Cisnes - introdução, cenas nº1 e nº2 do 1º acto, cenas nº10 e nº13 do 2º acto, cena nº7 do 3º acto, e última cena do 4º acto).
Um espanto.
AC 
OS FERIADOS, e os POLÍTICOS de PACOTILHA
O governo que sucedeu ao desastre Sócrates fez, a meu ver naturalmente, muita coisa bem mas muitas mal.
A questão dos feriados terá sido um dos assuntos tratados com os pés.
Entrou o novo messias a governar e aí estão os feriados de novo.
O pessoal ficou todo contentinho.
Mas, mal que pergunte, e não só a propósito dos feriados, chegará alguma vez a Portugal uma época em que não haja governo a derrubar quase tudo do anterior, a nomear e renomear boys e girls?
APRE!
Quanto aos feriados, não seria razoável ponderarem:
1º - manter todos os feriados que remetem para a nossa história;
2º - encostarem, antes ou depois de fim de semana, a fruição da maioria dos feriados?
Mas devo ser eu um dos vários tolos em Portugal que lhe parece poder haver soluções práticas, respeitadoras da história, e que tenham em conta esta coizinha essencial da vida, que é, ganhar o pãozinho de cada dia. Como se faz em partes civilizadas, desenvolvidas, por essa Europa.
AC

PS: reparei que Vital Moreira, no seu blogue, mais uma vez, se empertigou com a parte favorável da igreja católica acerca da reposição de feriados religiosos. Que são de facto CATÓLICOS. E é um facto, e entendo que muito bem, o que dispõe a CRP sobre a fé. Mas, também, não se deva desprezar a realidade nacional quanto à fé.
Pena que Vital Moreira não sugira a inclusão de uns feriados a representar os muçulmanos, os hindus, os ortodoxos, e por aí fora.
Com a ajuda de uma conhecida deputada fracturante, até se poderiam ponderar mais uns feriados para celebrar os vários temas fracturantes, as várias causas, etc.
Era simpático, sobretudo, se alguém lá fora pagar o nosso soalheiro sossego (em dias como hoje não, que chove a cântaros).
Chuva e mais chuva
Ora não andavam muitos a dizer, em meados/ finais de Novembro, que faz falta a água? Toma!
Aí a têm, chove a cântaros. A tarde e a noite, e amanhã de manhã, a coisa promete.
Aqui deixo uma fotografia da igreja da aldeia, tirada de dentro de casa, com sinais de pingos na janela. Não tinha mais pingos porque aquela janela é abrigada.
AC

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A pouca vergonha que não acaba. OBSERVATÓRIOS, por exemplo
O actual governo, pelo que se vai percebendo, vai ter que contar bem os tostões.
Algumas das medidas já aprovadas na AR, certamente defensáveis mas também discutíveis, são de respeitar. Pessoalmente discordo de várias, como por exemplo a questão dos exames. Mas isso interessa nada.
O que me ocorre é: quando é que o governo vai olhar para coisas que são um dos muitos sorvedouros de dinheiro, e se deixa de patetices fracturantes e outras?
Refiro-me em concreto aos muitos observatórios (hoje deixo de fora os institutos, e as fundações)
Por exemplo, os relacionados com vida, saúde.
5 Exemplos:
Observatório dos medicamentos e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório da doença e morbilidade 
Observatório vida

Com tanto observatório, presumo não extintos, ocorre perguntar:
= nunca deram pelas vigarices das receitas fantasmas? 
= nunca deram pelo fechar de serviços nos hospitais para um descansado fim de semana?
= nunca deram por certas vendas de material?
= nunca deram pelas mortes em centros de saúde e em hospitais?

Se por acaso algum foi extinto não foi certamente por este governo. Creio que o anterior não o fez também. Mas se estou enganado, darei a mão à palmatória.


É que há muitas mais perguntas, mas fico por aqui.

O que creio interessante, nos 5 observatórios apresentados, é que para tanta saúde, só um é para a doença. Curioso.
AC
A comunicação Social que desgraçadamente temos.
Sobre este assunto e o post desta manhã, reitero esta adenda e acrescento em baixo uma outra.
ADENDA: "eles, os jornalistas (quase todos), continuam a não entender uma coisa simples: as pessoas não fortalecem o seu carácter colocando-se sempre ao lado dos vencedores".

Adenda adicional"A informação que temos não é a que desejamos. A informação que desejamos não é a que precisamos. A informação que precisamos não está disponível 
Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data  

António Cabral (AC)



SERRA da ESTRELA
Já deve estar a parecer-se com isto.
AC



NORMA DE HIGIENE PÚBLICA
De entre muitas, uma das principais é não acreditar em praticamente nada dito por políticos e elites (???) gestoras, ou que apareça nos OCS relativamente a eles, até que seja negado. E não acreditar quase em nada, até que apareça desmentido oficial.
Isto a propósito de tudo o que vem acontecendo nos últimos anos e, particularmente também, dos multimilionários contratos entre os clubes de futebol Benfica, Sporting e Porto e as empresas de telecomunicações.
Em primeiro lugar, quer os jornalistas ditos especialistas em economia e em finanças quer os generalistas, quer ainda as "costumeiras comentadeiras" do burgo, nenhum (que eu tenha reparado), se indignou/indigna com as contas desses clubes e com estes contratos, quando é falado em surdina que têm dívidas monstruosas à banca (aos bancos falidos e aos outros), e que apesar das pornográficas verbas anunciadas sobre compras e vendas de jogadores, os passivos desses clubes aumentam todos os anos. Aliás, para mim, uma das curiosidades no país, desde sempre, é a passividade sobre estes negócios.
Por isso, "nada define melhor o terceiromundismo de um país do que a sobrevalorização de jogos de futebol no contexto geral dos acontecimentos do país".
Sobre isto, ocorre lembrar aos senhores jornalistas, aos senhores deputados, aos governos todos, a famosa frase - "o ruído ensurdecedor do silêncio".
AC