sábado, 5 de dezembro de 2015

Condutores. Viaturas. Falta de respeito pelos outros.
Na minha opinião, em média, as coisas estão melhores. Quero concretamente referir-me ao que se passa nas estradas, nas auto-estradas, nas cidades, nas vilas e aldeias.
Mas, a frequência com que se depara com energúmenos é ainda muito elevada. E é preciso estar sempre com os olhos bem abertos e, ter sempre muita sorte.
Exemplos do soalheiro dia de hoje:
- meio da manhã, Ponte Vasco da Gama, um energúmeno sentado num Honda, com um tubo de escape quase maior que a roda, veio de trás altamente lançado (eu iria a cerca de 110Km/h, faixa do meio, acabado de ultrapassar carro à minha direita), e como estava bloqueado na faixa da esquerda e por mim ao meio, enfiou-se entre mim e o que eu ultrapassara, e só por milímetros não bateu na proteção e no outro calmamente na faixa da direita. Guinou para a esquerda, atravessando tudo. Um espectáculo.
Se eu tivesse varinha mágica, tinha-o feito voar sem bater em ninguém até aos peixinhos.

- pouco depois, Av Infante D. Henrique (limite 50 Km/h) no sentido para S.Apolónia, zona Xabregas, aproximando-se do semáforo perto da estação BP, um outro energúmeno, Audi A3 MUITO DEVAGARINHO avançou sempre, qual sinal vermelho já bem caído, qual quê, os que começaram a arrancar vindo da travessa à direita, começaram e travaram! Aposto que houve ou cueca suja, ou rosto branco como cal, ou taquicardia violenta. Certamente. A este, também aplicava a varinha mágica.
Enfim!
AC

PS: Sai fotografia de "velhinha" ainda bem jeitosa!!

OBRA a OBRA, LISBOA MELHORA!!!!!!
É na Rua Augusta. Bem à vista de todos os turistas, nacionais e estrangeiros.
AC

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Fragmentos do quotidiano


AC
O COSTUME
A fazer fé no que por aí se vê "online" o condutor do carro do Estado atribuído a Mário Soares bateu num carro pequeno de uma jurista da CMLisboa.
Ainda a fazer fé no que se lê, Mário Soares não deu tempo ao condutor para tratar da papelada habitual, como faz o comum cidadão, independentemente do grau de culpabilidade dos intervenientes. A senhora terá ficado um pouco abalada, o que é natural.
Nada disto espanta em Mário Soares, é congénito. É congénita a soberba, a pose de estar acima de todos os outros, a desconsideração para o comum dos mortais, apesar do que, com a boa imprensa, construiu ao longo destes 41 anos de democracia formal. Mas em círculos restritos sabe-se bem da aspereza de Mário Soares.
Lembro que o ex-PR ficou tristemente célebre por enxovalhar um militar da GNR que apenas cumpria o seu dever, dever para que tinha sido escalado.
Lembro também, salvo erro 1981, no Funchal, na piscina do Savoy, Mário Soares comandando as suas tropas ao entrar na piscina. Lembro a subserviência dos funcionários do hotel com as cadeiras e toalhas para todas as senhoras e senhores, lembro o ar discreto de um dos elementos da comitiva PS, destoando da soberba ostentada pelo CHEFE e por quase todos os acólitos.
Basta atentar como se deu a entrada do ex-PR em Belém no seu primeiro dia. Como se deu a passagem de "serviço".
Mas é claro que estas coisas sempre escaparam à dita boa imprensa, e as auras constroem-se com muitas mordomias, com muitos pequenos e grandes favores, com muitos almoços e jantares, com muitos croquetes. Com muitas e boas fugas de informação.
Não será de estranhar que vá ser o actual presidente da CML a encarregar-se directamente do caso, para discretamente implorar ao CHEFE que se reparem as coisas. Para que a sua jurista fique calada, mas ressarcida.
A bem da verdade, Mário Soares não tem o monopólio da soberba, da arrogância, do desprezo pelo comum cidadão. Vê-se isso em todas as cores partidárias, descobre-se isso em todos os sectores da sociedade. Mas Mário Soares, como outros, devia ter dado o exemplo. E não é por estar envelhecido que isto acontece. A espaços, lá se descobrem algumas cenas dos seus muitos capítulos escondidos.
É uma razão acrescida, para se perceber o Portugal doente. Uma pena, uma vergonha, um nojo.
Mas é a triste realidade.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Artistas
Sobretudo por razões privadas, não assisti ao que se terá passado na AR. Nem fiz nenhuma pesquisa via NET.
Mas estou certo que deve ter havido vários "números", de todas as bancadas, muita voz exaltada e, porventura, alguns em tom mais moderado.
Lembrei-me disto, dos artistas, ao estar até há pouco a "passear" por um lote grande de fotografias arquivadas. Artistas mesmo.
Existem pessoas que o são de facto.
AC

Por aí.

AC
As promessas. As decisões. Ninguém se insurge com a pouca vergonha?
Cá e lá fora, sucedem-se em catadupa as promessas, as grandes decisões.
A demagogia, mais do que isso, as verdadeiras mentiras e pouca vergonha regurgitadas por certos senhores, cá e lá fora, são ás toneladas.
Os arautos da ética republicana, os donos disto tudo, os donos da superioridade moral, nada se insurgem, desde que os palradores sejam ou António Costa, ou Tsipras, ou Hollande, ou Obama.
Vejamos alguns pantomineiros:
Hollande - entre duas corridas a apartamentos de atrizes de segunda categoria, já decidiu que vai acabar com o Daesh. Lembrando a frase de um conhecido deputado e actual secretário de estado, imagino que o pessoal do Daesh já está a tremer das perninhas.
Obama - promete acabar com as catástrofes naturais; deve estar a pensar em colocar nos olhos dos furacões dezenas de aviões meteorológicos armados com metralhadoras para matar os ditos olhos; mais, irá construir uns muros à entrada dos glaciares para não mais se desfazerem.
António Costa - com este novo messias, acabou a austeridade.
Catarina Martins - com esta atriz acabou o empobrecimento!!
Ordogan - terá dito que se demite, se a Turquia estiver a comprar petróleo aos insurgentes na Síria e Iraque.
Não vale a pena continuar (nem na direita, nem na esquerda). A nenhum caiem os dentinhos.
AC
Uma perspectiva do Portugal contemporâneo.
Seja o cesto enterrado na lama circundante a representação do País.
Está, portanto, bastante enfiado na porcaria, pois trata-se de um cesto de plástico bem mais comprido do que possa parecer.
Prosseguindo a conjectura, olhe-se pelo lado da dívida pública, dívida privada, dívida das famílias, investimento estrangeiro, investimento das autarquias, natalidade, ambiente (aqui creio que estamos melhor que na fotografia), forças armadas, economia, finanças públicas, ordenamento do território, justiça, cultura, corrupção passiva e activa, separação de poderes (formalmente estamos muito bem), preservação do património edificado, agricultura, pescas, economia do mar; Chega?
Todas as perspectivas são legítimas, e de respeitar.
Mas será difícil de aceitar que a cor do cesto é maravilhosa, o reflexo na água soberbo, a suavidade pastosa da lama um espanto, uma harmonia de cores fabulosa, enfim, uma fotografia excelente. Estamos na vanguarda.
"Ah, meu caro  senhor, isso é botabaixismo". POIS!!!
AC 
A PODRIDÃO NÃO PARA
Dois exemplos:
- o contratado para vender o NOVO BANCO (terá sido neste nome que o novo messias se inspirou para o discurso de posse?) está a ganhar um montão de dinheiro. Aparentemente, a fazer fé nos OCS o que é coisa muito perigosa, está a ganhar o mesmo que auferia na CGD. Nada contra, pois os vencimentos obscenos dentro deste podre sistema tem sido sempre mais ou menos assim. A minha pergunta é só, porque tinha que ser ele? Para mim é estranho.

- a ex-ministra da Educação, durante o seu mandato, contratou por ajuste directo um senhor famoso (????) irmão de outro também muito famoso (?????) para um trabalhinho.
A coisa parece que correu mal, pois se bem recordo, não acabou o trabalho, recebeu, e pronto. Parece que terá tido que devolver dinheiro.
A senhora, pois tudo parecia esquisito, foi condenada em 1ª instância. Agora, noticiam os jornais com a profundidade e investigação habituais, a relação de Lisboa absolveu-a, porque não houve dolo, não houve intenção. E o advogado da senhora considerou “inequívoca” a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa LINDO. Só se esqueceu de lembrar o trajecto da juíza que, segundo se descobre por aí, tem uma independência a toda a prova.

É isto o Portugal do presente. Preparar sempre gentinha, para democraticamente aparecerem a prazo nas estruturas do Estado e do poder. TUDO SEMPRE POR BAIXO DA MESA, PERDÃO, POR CIMA, POR CIMA.
AC

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

1º de Dezembro. Já agora!!!!!
1º de Dezembro, corria o ano de 1640: uns quantos, em Lisboa, correram com os espanhóis e seus funcionários e acólitos. Levou anos e anos até que as coisas ficassem definitivas, que a coroa espanhola cedesse finalmente.
Independentes desde aí, de novo.
Foi feriado. Recentemente e, estupidamente acho eu, deixou de ser feriado. Deverá voltar a ser, a breve trecho.
Independência nacional. Soberania.
Mas estas coisas, tão profundas, que têm a ver com a Nação, não se obtêm por decreto.
A sociedade portuguesa, passados que são as descobertas, o império, a entrada para as instituições europeias, devia já ter definido um rumo. E não conceitos estratégicos de páginas e páginas para gaúdio de uns supostos doutores.
Mas não, ora se impõem exames, ora se retiram, ora se tem um acordo ortográfico, ora se salta para outro de muito discutível génese e aplicação, ora se tem paixão pela educação, ora se pede o divórcio, ora se elevam como prioridades máximas nacionais os bichos, o fim das touradas, os homossexuais, ora se enviam agentes da polícia marítima para o estrangeiro certamente por existirem cá em excesso, ora se enviam GNR para o estrangeiro enquanto tropas especiais são impedidas de missões fora, etc.
Declara-se a todo o tempo, o novo tempo. Muda governo, mudam nomes de ministérios, criam-se uns, apagam-se outros, fortunas gastas nisto tudo. Para deleite das chamadas elites, que nunca são elas que pagam isto tudo.
As elites, sempre com a boca cheia de termos caros, mas que pouco ou nada sabem da nossa história.
As elites que deviam saber que o essencial para uma sociedade equilibrada, sadia, estável, moderna, democrática, é ter a noção clara de qual deve ser o rumo para poder coordenar e dirigir todos os recursos do País. Saber quais são esses recursos, e não andarem patetamente a dizer que Portugal é um País cheio de recursos. Nunca os identificam, obviamente.
Andam sempre com a boca cheia do superior interesse nacional mas, o que se vê, é a negociata indecorosa, o roubo, a fuga aos impostos, a corrupção activa e passiva.
As elites que deviam estar todas unidas em questões fundamentais como, a defesa (de que a militar é uma pequena parte), a política externa, a educação, a indústria, o ordenamento do território, o ambiente, a natalidade.
Veja-se o caso da Espanha, que começou a "medrar" depois dos anos 80 do século passado, exactamente quando vários temas da sociedade deixaram de ser jogados partidariamente.
Mas cá não, prossegue a vergonha conhecida, com demagógicas afirmações sobre os traumas das crianças com exames no 4º ano, ou o desejo de ser operada por cirurgião feliz e contente!
O poder nacional, as vulnerabilidades, os riscos e ameaças ao nosso País nos planos, económico, educacional, financeiro, industrial, etc, são coisas irrelevantes para esta gentinha (de todas as cores) que paulatinamente continua a destruir o País.
Na AR decreta-se de qualquer maneira.
Para nada se raciocina antes de decidir, em termos de adequabilidade (atinge os objectivos?), exequibilidade (é possível executar com os meios existentes?), aceitabilidade (custos são aceitáveis face aos objectivos desejados?). PRAFRENTEX, e pronto.
Bancarrotas, a próxima deve começar a ser desenhada a curto prazo, as gerações melhores do mundo, etc.
Ah, e geopolítica, que é coisa que de forma simples se poderá dizer como ciência da vinculação geográfica dos fenómenos políticos, isso não interessa nada (Sócrates dixit). Mas acham que Portugal em termos geopolíticos é um País poderosíssimo e influente.
Enfim, independentes mas pouco.
À minha maneira celebro o 1º de Dezembro.
A fotografia abaixo pretende retratar acontecimentos de 1640. Hoje não se devem resolver as questões desta maneira. Mas, confesso, ás vezes dá cá uma vontade!
AC
 saltou da janela...........






De Governo para Governo, o costume.
Desgraçado País, desgraçados de nós.
Estou a fazer a minha rápida passagem pelos "online".
Na esmagadora maioria dos casos, para o meu gosto naturalmente, o nojo habitual, sem emenda.
Chamou-me à atenção as notícias acerca do OE2016.
Da parte do novo messias, as piruetas sobre se é para enviar ao futuro PR ou ainda ao esfíngico actual. Um nojo, a brincadeira dos parvalhões típicos.
Mas a ser verdade, e é bem provável, é altamente provável, porque genericamente parece que tem sido o costume de décadas, os anteriores meninos nada adiantaram do trabalho para os meninos que se seguiam (sem ofensa para os meninos).
Naturalmente que cada governo decide os tectos financeiros para cada ministério, as orientações gerais as quais, obviamente, os anteriores não adivinham.
Mas mesmo havendo sempre a hipótese de serem erigidos novos ministérios, sim é País sem emenda, sempre seria possível em vários serviços adiantar despesas salariais, por exemplo.
Tudo isto é uma vergonha. País do terceiro se não mesmo do quarto mundo, quando olhado da perspectiva da máquina estatal, sempre a mudar as placas nos edifícios, os carimbos, os pópós, e por aí fora. Despesas sempre desnecessárias, mas próprias dos gangs que passam as décadas e cada vez estão mais fortes.
A tristeza é que não passamos disto, nunca vem para a praça pública o que de facto se passou, neste e em todos os casos.
Os meninos estão todos bem uns para os outros, para os outros, para os outros.
AC

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

LAPSOS e/ ou IGNORÂNCIA
Lapsos toda a gente tem, independentemente da posição social, e da idade.
Depende muito de vários factores. Ficou célebre aquela do Eng Guterres - é fazer as contas - mas, provavelmente, a sua hesitação e atrapalhação na altura, poderão ter tido sobretudo origem na situação familiar terrível do ex-Primeiro Ministro.
Mas a ignorância é outra coisa, sobretudo se misturada com soberba e arrogância.
E sendo conhecido o desprezo absoluto que as esquerdas devotam ás coisas militares, e aos militares em particular, não é de admirar as afirmações tontas do novo messias e actual PM, proferidas em Paris à margem das reuniões internacionais.
Para quem, por exemplo, inaugurou coisas mais do que uma vez e desrespeita tribunais, não saber quando foi fundada a NATO é coisa insignificante, se não mesmo desprezível.
Mas o actual PM, na senda aliás da sua postura habitual, terá dito, também - que foi recebido pelos seus parceiros europeus com tranquilidade e que toda a gente estava muito tranquila com a situação portuguesa, porque temos um governo com uma maioria parlamentar sólida - (??????)
O PM, mesmo que o actual MDN lhe venha a dar algumas lições de geopolítica durante as aulas sobre como obter boa imprensa, nunca perceberá que Portugal, no presente, vale quase zero do ponto de vista geopolítico. Desgraçado País, desgraçados de nós.
AC

POR AÍ

POR FORA

AC

domingo, 29 de novembro de 2015

Boa tarde. Bom Domingo. Boa semana.
A vida continua. Há que sarar as feridas (não me refiro à demagógica afirmação do novo messias, não correspondente com a prática dele), lembrar os desaparecidos como foi o caso ontem.
Como se vê na reles política nacional, ontem também apareceram muitos, muitos dos inconsequentes.
É a vida, como dizia o outro.
Aos meus estimados visitantes, um bom Domingo, saúde, boa semana.
António Cabral (AC)

sábado, 28 de novembro de 2015

FACILITISMO ÁS TONELADAS
Como era de prever, um facilitismo ás carradas começou a inundar a sociedade. A CGTP tem muito poder, Arménio Carlos e Mário Nogueira assustam, e o novo messias quer tudo menos greves e guerra com professores. Toca de eliminar exames, outros irão ser eliminados, nada de avaliar professores, e promove-los ao último escalão da carreira.
Assim se obterá, em dois tempos, melhor, num ápice, fornadas de gerações as mais bem preparadas do século, de sempre.
Concordo, portanto, 100% com Vital Moreira. Mas mesmo na presente constituição do governo, se calhar a sua voz já vale muito pouco.
É a técnica de dizer a conselheiros, - é o que se deve fazer, alguém fará, não eu - muito usada na CMLisboa. Neste caso, devia manter os exames, pois eliminá-los é asneira. Mas não EU!!!
AC

SÁBADO, 28 DE NOVEMBRO DE 2015

DISCORDO

Reitero a minha discordância com a abolição dos exames do quarto ano do ensino básico e da prova de acesso dos professores. Em vez de enveredar pelo facilitismo, a esquerda deveria apostar no rigor e na exigência da escola pública.
Quanto mais se promove a complacência no recrutamento dos professores e na avaliação dos alunos da escola pública tanto mais se promove a procura das escolas privadas por parte das famílias mais exigentes quanto à educação dos seus filhos. A escola pública estará condenada quando se criar a perceção de que ela desconsidera a qualidade e a exigência no ensino

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O COSTUME


Quando chegará o dia, em que os cidadãos vejam à sua volta, nas suas vidas, um "ar" que se respire, e acabe definitivamente a nojeira que as fotografias documentam, em que uns ficam ufanos da porcaria que fizeram e fazem, e outro zangados porque lhes chamam à atenção para essas porcarias?
Olho à nossa história depois de 1700, e com "nuances", sempre a eterna falta de rumo, sempre sem a casa arrumada, sempre porcaria, sempre as ditas elites e a pouca vergonha.
AC
O COSTUME
Ao longo da nossa história mais recente, as reformas de emagrecimento do Estado nunca aconteceram, de facto. Aqui ou ali houve uns disfarces.
Umas vezes por uma razão, outras por diferentes argumentos e falta de oportunidade, a realidade é que, com governos maiores ou menores em número de ministros e secretários de Estado, tem sido sempre a mesma pouca vergonha. Um ESTADÃO. Opressor da sociedade, sorvedouro dos escassos recursos. Sempre muita dialética, muita demagogia, muita mentira.
Como referido num blogue, que muito estimo - são só números, não quer dizer nada:
PORTUGAL 
10.4 milhões de habitantes;  PIB per capita: 16.700  €;  ministros: 21;  secretários de estado: 41.
HOLANDA:
16.8 milhões de habitantes;  PIB per capita: 37.000 €;  ministros: 13;  secretários de estado: 7.
para citar um exemplo recente, a esquerda gostaria de meter definitivamente 7000 enfermeiros com vínculo definitivo ao Estado. Perguntar quantos precisamos de formar anualmente, e quantos querem estabelecer-se por exemplo na Beira-Baixa, "ah, isso não interessa nada"!!!!!
Com este governo vai passar-se exactamente o mesmo.
Por razões óbvias, temporais, de sobrevivência de António Costa, não vai haver reforma nenhuma do Estado, a sério, no sentido do emagrecimento. Pelo menos até 2017.
PCP, sobretudo, nunca autorizará, por muito que PS eventualmente quisesse (???).
O rolo compressor vai continuar, senão mesmo aumentar, a ver pela dimensão de governantes, intermédios, mandantes e serventuários!!! Como todos os governos fizeram sempre, mais carros, mais assessores, mais motoristas, mais carimbos, mais alterações administrativas, e sobretudo muita gentinha para voltar a colocar. Naturalmente que o cartão clubístico não deve ser impedimento para pessoas de real mérito acederem ao poder. Mas talvez fosse bom ter um pingo de vergonha. Até hoje raras foram as pessoas que tiveram. Pelo que se conhece e está já observável, os actuais não têm.
Honestidade intelectual, postura cívica elevadíssima como Guilherme de Oliveira Martins, vejo muito pouco.
Pesporrência, arrogância, é a constante, de Cavaco Silva até todos os sectores e quadrantes.
AC

DE DAY AFTER
Ontem à tarde tomou posse o novo governo. Começou um novo ciclo político em Portugal.
Lamentavelmente, por ter que durante a tarde assistir a minha muito idosa mãe, não pude escutar e ver a cerimónia. Do que me fui apercebendo ontem à noite, e coloco aqui a reserva óbvia que me faltaram portanto os meus olhos e ouvidos no directo, o novo messias anunciou o NOVO tempo.
Mas começando pelo princípio, claro que o PR é do PSD, mas essa história de dizerem que age como chefe de facção é pouco realista. Creio que ele será até ao fim igual ao que sempre foi e será. No bom e no muito mau. Mas as esquerdas gostam de malhar assim.
Do que percebi, o seu discurso foi na linha anterior. Devia ter sido diferente, apaziguador? Penso que o devia ter feito, que perdeu uma boa oportunidade.
Quanto ao chefe do actual governo, qual salvador da pátria, também me pareceu igual a si mesmo. Naturalmente, o seu discurso será aplaudido pelos acólitos, será tido como muito apaziguador. Fiquei com a sensação exactamente do contrário, pois creio que foi buscar tudo e mais alguma coisa sobre o passado. Mas como não vi o directo, mais não digo.
Fica-me a sensação que o País está como que partido em dois, digo isto do ponto de vista das reações, porque na realidade, creio, Portugal está partido em muitos bocados.
A atriz, bem ensaiada pelo seu professor, lembrou ontem que acabou o empobrecimento. Vou ver se não me esqueço de dizer isto aos aldeãos que conheço, dar-lhes esta boa nova! Acabou o empobrecimento. E nem decreto fizeram!!!!
Desgraçado País, onde não acaba a demagogia e a mentira.
Os jornalistas e comentadores, colocam sempre a coisa na excelência dos governos.
Que este é grande, cheio de combatentes, cheio de currículo. Será.
Apenas se esquecem, os senhores jornalistas e comentadores,  sabem mas fingem e não dizem com rigor e assertividade,  que o que conta são as acções, as inações, as omissões, os resultados.
O resto é conversa. A realidade é que está aí uma parte da tralha socrática, e a realidade é que não me esqueço do que foi Costa como ministro da justiça e o que fez e não devia ter feito, e quanto ao seu sempre evocado belo papel como presidente da CML, lembro só o muito significativo folhetim sobre a sua postura desrespeitadora de ordens de tribunal quanto a documentos que nunca quis que fossem públicos.
Por isso lembro com a fotografia, que uma coisa está lá, umas vezes encoberta pelo nevoeiro, outras sem ele. O nevoeiro aparece por causas naturais, mas em política existem uns especialistas a arranjar o nevoeiro para nos dificultar a visão e o entendimento das coisas. Aguardemos.
Uma coisa é certa, o novo messias está aí. Quanto à direita, talvez fosse altura de começarem a ter juízo. Quanto a Jerónimo de Sousa, palavras para quê? Quanto aos candidatos a PR, nas eleições de Janeiro, cada vez fico mais preocupado.
AC




O COSTUME
Ouço grandes loas à nova ministra da justiça.
Só conheço a senhora de nome, e que era salvo erro a nº2 do MP.
Ouço grandes loas.
Porque sigo pouco os OCS nacionais, melhor, só a espaços para não violentar excessivamente o meu espírito, não me apercebi ainda se já emitiram palpites os juízes, o seu sindicato, os magistrados do MP, o seu sindicato, a inefável bastonária dos advogados, os oficiais de justiça e o seu sindicato, e por aí fora.
Por agora, e não tem certamente nada a ver com a senhora, as pouca vergonhas no âmbito da justiça prosseguem, a ver pelas notícias de hoje, sempre envolvendo certo meninos que andam aqui pelo Continente, envolvendo sempre certos figurões que, se tivessem um pingo de vergonha, já se tinham escondido. Definitivamente.
Mas é o sistema super garantistico que laboriosamente foi construído nas últimas décadas, e assim proporciona a boa vida da banditagem de todas as cores.
Os que se meteram em alhadas menores, a esses o sistema cai em cima.
AC

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O COSTUME
Apressam-se os fervorosos apoiantes a louvar os que chegam e a denegrir os que partem.
Que me recorde tem sido praticamente sempre assim.
É, salvo melhor opinião, um dos mais fortes sintomas de que a sociedade portuguesa é muito pouco aquilo que os da superioridade moral e ética sempre apregoam.
Naturalmente que existem sempre excepções, em todos os sectores da sociedade, e em todos os governos/ governantes.
Mas acho sempre delicioso os que invocam, e bem, as mentiras de uns, mas sempre fazendo por esquecer as mentiras de outros. Sim, porque se olharem com real honestidade intelectual, verificarão que TODOS têm mentido aos portugueses. TODOS, embora tenha a consciência que uns mentiram mais que outros.
É de facto a questão da desonestidade intelectual.
Mas delicioso de se ver quem a invoca, porventura amargurados por não terem tido de imediato sinecuras, posto ministerial.
Será por isso que carregam na tecla, para ver se conseguem mais adiante umas migalhas, tipo assessor, tipo conselheiro, ou mais um outro posto de conselho de administração?
AC