domingo, 22 de maio de 2016

TEMPOS do PRESENTE

Por razões diversas de natureza privada, há muito tempo que não ia a um concerto, quer de música clássica quer música ligeira. Aconteceu que, inclusive, fiquei uma vez a "arder" com um bilhete comprado muito tempo antes e chegada a hora surgiu um imprevisto intransponível.
Vem isto a propósito do concerto de ontem. Gostámos muito, tem de facto uma voz muito boa, tem novas músicas notáveis, relaciona-se lindamente com o público.

Vem isto a propósito, também, com a envolvente na MEO Arena. Barreiras, mais barreiras, por toda a zona circundante, muita polícia e muito bem armada. E, claro, para se entrar revista de corpo, apalpadelas rápidas se bem que pouco eficazes se algum bandido quiser levar canivete ou coisa parecida, inspeção visual da mala de senhora. Tempos contemporâneos. Habituem-se!!
AC

sábado, 21 de maio de 2016

As pessoas comunicam entre si? Mesmo?

Creio que entre os meus concidadãos existe a ideia firme de que as pessoas em geral comunicam entre si. E que as redes sociais muito contribuíram para isso.
Tenho sérias dúvidas. Mas posso estar redondamente enganado.
Eu percebo que a tecnologia dos últimos anos contribuiu para dar uma valente machadada na forma tradicional de nos correspondermos, por carta, por postal ilustrado, no País e do estrangeiro.
O telemóvel, a máquina fotográfica e de filmar digitais esmagaram os postais ilustrados.
Mas ainda no tempo em que eu escrevia várias cartas (hoje escrevo bastante menos), com as minhas canetas de tinta permanente, várias pessoas (incluindo familiares e amigos) o não faziam já e em que algumas das razões para tal me deixavam boquiaberto. Adiante.
Ainda não há muitos anos era comum, entregar-se uma prenda acompanhada de um cartão escrito à mão, com texto mais ou menos alargado, desejando felicidades, parabéns, saúde para o bebé, etc.
Raro acontecer hoje. Porquê?
Quando olho para os blogues, vejo por exemplo, algumas pessoas incomodadas porque o seu blogue mudou de orientação, parecendo cismar sobretudo em matérias específicas.
Não sei, tenho pensado bastante neste assunto, não encontro razões consistentes para explicar certas coisas que hoje acontecem.
Aconteceu, telefonarem para darem resposta curta a carta!!!
Acontece, não se devolver um chamada não atendida, seja no telemóvel seja no fixo.
Acontece que há pessoas que não respondem aos mails que recebem.
Acontece que há certas personagens, várias de notoriedade pública, que não agradecem o que recebem, ou o convite que tiveram, ou a colaboração que lhes foi prestada, ou os votos de felicidades na nova função.
Acontece que há pessoas que não têm tempo (dizem) para consultar o que o amigo escreve mas, depois, são apanhadas em contra-pé, a ritmo surpreendente, ap verificar-se que passaram o dia na NET.
Acontece!!!!
Enfim, a sociedade portuguesa está curiosa!!! E alastra a falta de, educação, consideração, e de respeito. Um pantanal lodoso, imenso, imundo.
AC

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O Novo Messias



«O primeiro-ministro tem um optimismo crónico e às vezes ligeiramente irritante.»
Marcelo Rebelo de Sousa, ontem, no Porto

Que dizer do sorrizinho?

AC

"ESPANHOLIZAÇÃO"  ?????

Anúncio espanhol, e um símbolo de porco transparente agarrando a Bandeira Nacional.
Aparentemente, o ministro da Agricultura não comentou quando passou por esta "chafarica".
À atenção do Presidente da República!!!!
AC

LIMOUSINE


Mas de quatro patas!!!! E não voa!!!
AC

quinta-feira, 19 de maio de 2016

UNS DESIGNAM ISTO POR TRABALHO POLÍTICO.
OUTROS POR IDEOLOGIA.
O CIDADÃO COMUM DIZ - ALDRABÕES
A propósito da reposição das 35 horas, e creio que pouco noticiado, o "tio" Arménio Carlos não me pareceu muito à vontade e claro quando falou sobre os enfermeiros e a saúde.
Qualquer pessoa decente percebe que se vai haver menos horas, para se manter o mesmo serviço é necessário ter mais gente. Logo, mais despesa pública. Simples.
Aqui a questão não é se concordo ou não com as 35 horas. Não é se o governo "PAFIANO", andou bem ou mal (bastante mais mal que bem).
A questão é só fazer contas. É uma evidência. Negar isto só tem uma expressão: ALDRABÕES.
Como ALBRADÃO é o messias no seu novo papel de PM, ao dizer diferente do Ministro das Finanças que, publicamente, informou que as 35 horas não eram para todos os funcionários.
O PM começar uma conversa de esclarecimento com - O que se propõe, que é do meu conhecimento - e prosseguiu com aquele ar patético que lhe é habitual.
De que massa afinal são os portugueses para ouvirem isto e aturarem isto, e nada acontecer?
Nenhum jornalista denuncia isto? Pois...............porque será?
A propósito de jornalista, ontem ouvi uma parte do discurso explicativo do sr Sérgio Figueiredo da TVI na AR a propósito do BANIF, mas desliguei a TV depois de ele perguntar se o actual PM não podia ser uma "fonte".
Está tudo bem neste pantanal imundo e pestilento.
AC

POR AÍ

A árvore inclinou-se para deixar passar o avião!!!!
 O galo!!
AC

Recordações. 

Hoje, 19 de Maio, pelas 2340 horas, fará 43 anos que, quando o navio onde eu cumpria a minha comissão de serviço em África navegava em ocultação total de luzes e em postos de combate/bordadas, e o meu comandante estava na ponte alta com o comandante dos comandos africanos que levávamos a bordo, fui/ fomos atacados por bombordo no rio Cacheu, na Guiné, hoje Guiné-Bissau. Como outros, que estávamos no exterior do navio, tive muita sorte. Imensa sorte. E tiveram muita sorte, felizmente e sobretudo, o artilheiro e o municiador da peça de vante perto da qual rebentou o projéctil inimigo. Como sorte teve o marinheiro que no pavimento inferior descansava na sua cama, a qual foi atravessada por parte de um projéctil sem o atingir nas pernas. Agostinho, chamava-se.

Estava uma noite de espectacular luar. O que então sucedeu foi um dos muitos acontecimentos de guerra que se seguiram ao assassinato de Amílcar Cabral.
Lamentavelmente morreu um comando africano, junto a quem rebentou o primeiro e único projéctil/ granada lançado pelos então guerrilheiros do PAIGC. Houve feridos, um incêndio, e o navio teve danos vários, inclusive um rombo abaixo da linha de água.
Passadas semanas, um relatório da PIDE/DGS, confirmou a morte de todo o grupo de guerrilheiros atacantes.
Não era de esperar o contrário, pois tinham que infiltrar-se pelas densas árvores junto ao rio e, ainda que sem serem vistos de bordo, a reação de fogo do navio e de todo o pessoal armado que estava no exterior do navio e portanto fora do seu ambiente terrestre natural, e que terá durado para aí um minuto no máximo, varreu com aço, literalmente, toda a zona. Como se viu no local, na manhã seguinte ao ataque, havia uma zona enorme quase circular de árvores zurzidas, sem folhagem, sem ramos mais pequenos, sem casca. Tudo branco. O tempo voa, 43 anos!

Eu não esqueço. Recordo, com emoção, todos os que estavam comigo naquela altura, e não vejo há décadas. Recordo, também, todos os que connosco conviveram naquelas paragens Africanas, de 29 de Outubro de 1971 a 28 de Julho de 1973. Muitos dos que conheci e com quem ao longo dos anos se partilharam experiências, estão felizmente ainda vivos.
Andam para aí muitos que não esquecem nada, porque quase nada ou mesmo nada sabem.

Mas sobretudo não sabem respeitar.
Não respeitam os que, como eu, andaram na guerra e que, felizmente, regressaram quase sem sequelas.
Mas acima de tudo não respeitam os milhares de portugueses que regressaram de África com sequelas, e os familiares dos que tombaram pela Pátria.


Esquecem além disso, o que a Constituição da República Portuguesa (CRP) estabelece, e o que está em letra de lei na legislação que enquadra a Defesa Nacional e a sua componente militar.
Dever de tutela, respeito pela lei, verticalidade, honestidade intelectual, respeito pela história do País, estes e outros valores são lixo para a “gentinha” que desgraça o País, há anos seguidos.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

AS SONDAGENS.  A CONFIANÇA

Que confiança merecem as sondagens em Portugal?
Não sei bem; pessoalmente duvido muito delas. E não só pelos resultados que se têm verificado por ocasião de acto eleitorais. Falta saber quem são os donos, que ligações têm aos partidos, TODOS, etc.
De acordo com a AXIMAGE, recentemente, a confiança dos portugueses nas instituições é baixa.
Parece que se basearam em 600 inquirições. E interrogaram as pessoas acerca de 8 "grupos" a saber, Forças Armadas, escolas e professores, comunicação social e jornalistas, igreja e padres, governo, tribunais e justiça, Assembleia da República.
Por fim, como instituição ???? , perguntaram acerca de conhecidos e colegas"!!!!!!
Não percebo nada deste assunto, mas não me custa admitir que as empresas de sondagem tenham mais um menos um grupo alargado de pessoas a quem periodicamente interroguem sobre os mais diferentes assuntos.
Repito, não percebo nada da matéria mas, 600 é o número importante, decisivo, fiável? E a distribuição pelo País?
O primeiro lugar no "podium" foi atribuído a colegas e conhecidos!!!!!!
2º lugar para as FA
3º escolas e professores
A partir daqui tiveram nota negativa, atendendo a que se pretendia classificar de 0 a 20.
4º comunicação social e jornalistas
5º governo
6º igreja católica e padres
7º Assembleia da República
8º Tribunais e justiça
Conclusão global, pouca confiança nas instituições. Não será de espantar. Nem as notas negativas.
Interessante também que, segundo a AXIMAGE, sejam eleitores PS que confiam mais em jornalistas.
Depois, "etonant" democratas-cristãos confiarão pouco em padres e igreja católica, e eleitores do Bloco de Esquerda esses sim, confiam em padres e igreja. Interessante, contra-senso?
Repito, nada percebo de sondagens e das técnicas envolvidas.
Isto dito, sempre achei falácia à normalmente elevada consideração pelos Presidentes da República (excepto o cessante, mas não admira), e por todos aqueles que não têm de tomar decisões com imediata repercussão na vida das pessoas.
Além disso, a justiça não são só os tribunais, OCS e jornalistas não é bem a mesma coisa, tal como escolas e professores, tal como igreja e padres.
Bem, pela sondagem, fico ciente que posso um destes dias ver Francisco Louçã e Catarina Martins a comungarem!!!!!
Quanto às Forças Armadas é sempre a mesma coisa, boa posição nas sondagens. Significa o quê? Alguns militares ficam tão contentinhos!!!
CONFIANÇA? A sério, em quê?
AC

OH DIABO!!!!!!

Hoje, como me apercebi que havia uma "cena" sobre a "BANCA", onde iam botar discurso várias das mais variadas personalidades e, designadamente, alguns titulares de órgãos de soberania, gastei algum tempo a ver o que as TV foram mostrando.
Quedo-me num detalhe, que deve ter obrigado a sorrisos amarelos por parte do messias no papel de PM, e de todos os seus esganiçados acólitos, ao mesmo tempo que alguém no PS deve ter ido comprar, à pressa, e distribuir disfarçadamente, pastilhas para a azia.
Não é que o PR, numa linguagem diferente, mais elaborada, mais cuidadosa, mas que, espremida, parecia que estava a falar o jornalista da RTP1 sobre quem, há dias, o PS saltou a pés juntos????
Oh que maçada, não se poder fazer o mesmo ao PR. AINDAAAAA!
AC

ISTO NÃO É O FUTEBOL!!!!!!!!

Ouvi esta expressão a propósito de terem sido detidos elementos diversos ligados, ao que parece, apenas ao mundo do futebol da 2ª liga, creio que é assim designada.
Há pouco tempo, creio ter ouvido dizer que tinham sido detidos elementos ligados ao futebol  na zona de Leiria.
Aqui há tempos recordo ter visto um conhecido senhor, muito do futebol, com o nome entre os principais devedores ao ex-BES, NOVO BANCO.
De vez em quando, consegue-se ver sentadinhos ao lado de senhores do futebol, diversos e diferentes políticos, governantes, autarcas.
Quanto à FIFA e à UEFA, não se sabe quase nada, mas a trampa era tanta que transbordou para a opinião pública mundial.
Apesar das dificuldades na vida nacional, fruta parece que nunca falta nos mercados e supermercados.
NADA DISTO É FUTEBOL!!!!!!
Evidentemente!!!!!!!
AC

terça-feira, 17 de maio de 2016

Bacoritos

AC

ORTODOXIA ou outra coisa?

Cada pessoa, cada português, cada grupo, cada instituição, cada empresa, cada sindicato, cada associação, é livre de opinião própria.
É comum, em discursos vários, acabar por se dar vivas a várias coisas, mas não é invulgar terminar-se dando vivas ao País, viva Portugal.
O sr Arménio Cunha, fez hoje mais um dos seus discursos. Terminou dando vivas vários, e o último foi viva a CGTP.
Eloquente. Acho eu, evidentemente.
AC

segunda-feira, 16 de maio de 2016

SOBRE as NOMEAÇÕES do COSTUME, VALE a PENA LEMBRAR o PROFESSOR HERNANI LOPES

Não há lugar para espanto. O espantoso foi andarem anos a pensar que ele lhes faria o favor.
Vale a pena por isso evocar o saudoso professor Hernani Lopes. 
Ouvi-o pela última vez numa conferência em Setúbal. E tenho alguns "escritos" dele. 
De um deles, a propósito da necessidade imperiosa de Portugal se afirmar, no desenvolvimento das suas ideias Hernani Lopes afirmava que - ""os componentes espaço, tempo, coisas e homens, constituem uma grelha de leitura geral, fornecendo uma orientação para um percurso analítico, de maior ou menor grau de profundidade"".
E, mais à frente, na exposição da sua ideia/ convicção, acerca dos Homens dizia - ""neste último componente importa relevar o papel da classe política e dirigente. Neste âmbito podemos constatar duas lógicas permanentes da história da humanidade e, obviamente, também de Portugal: 
1ª - a lógica do gozo
2 ª - a lógica do dever.
Uma sociedade assente na lógica do gozo não vai longe. Contudo, é segundo esta lógica que Portugal se tem orientado".
Certas notícias de hoje confirmam apenas aquilo que há anos se sabe.  Embora seja só troca de lugares e "pro bono".
Sem qualquer pingo de vergonha, mesmo quando escrevem parecendo que a têm, digo eu.
Hernani Lopes acrescentava: ""Temos de ter presente o peso do Marketing e da tolerância na lógica do gozo: ter direitos sem obrigações é um contrasenso, como ter obrigações sem direitos.
Em suma, a busca de resposta assenta na consciência e na formação da cidadania; tudo o resto são sequelas"".
Portugal está cada vez mais doente, e não é bem por causa de mais um buraco de 60 milhões.
Está cada vez mais doente por causa dos que andam sempre à cata dos milhões.
Um nojo.
AC


domingo, 15 de maio de 2016

Recupero este meu post. Creio que continua actual.

sábado, 3 de maio de 2014


PORTAS
Há portas e.........portas.
De madeira maciça, folheadas, alumínio, ferro, pintadas, enferrujadas, etc.
Portas bonitas, bem conservadas, outras deixadas ao abandono, sem manutenção. 
Portas nas cidades, nas vilas, nas aldeias, nos lugares.
Portas que contam histórias, e portas de quem se podem contar muitas histórias quase todas verdadeiras.
Portas do interior profundo de Portugal Continental, como podem observar na fotografia.
Portas sem interior, e com profundeza negra.
Portas que nada escondem, abertas ou fechadas que estejam. Portas há que julgam poder esconder mas, mesmo sem as abrir, se sabe facilmente a pouca vergonha que está por trás.
Há portas e..... portas.
AC

CONSENSOS, ESQUERDA, o PR de CENTRO DIREITA.

Como todas as pessoas, o General Humberto Delgado tinha qualidades e defeitos.
Do que se conhece, na fase final da sua vida, revoltou-se contra Salazar, prosseguiu contra Marcelo Caetano, e acabou tragicamente assassinado por esbirros ao serviço do regime de então. Um degradante episódio da nossa história colectiva.
Mas, vale a pena lembrar, foi um pilar do Salazarismo, e a sua acção na aeronáutica de então juntamente com a sua actividade depois de 1958 terão sido a razão mais que suficiente para o aeroporto da capital ficar com o seu nome.
À esquerda o que conta é a fase final da sua vida. Eu não digo que a primeira fase, servir o salazarismo, devia valer mais. Não valerá, mas foi uma realidade.
Mas o que acho interessante nisto é o seguinte:
1. só se valoriza o que convém a certos senhores; e como havia ligações a Mário Soares, toca de aproveitar e carimbar a ideia.
2. posso estar errado, mas parece-me que o aeroporto não terá antes do nome a palavra "general"; isso lembra tropa, coisa que para a esquerda (excepto PCP, mas por específicas razões) causa muitos pruridos; mas se eu estiver enganado e o novo título do aeroporto levar também "general", peço desde já desculpa.
3. Gago Coutinho, foi um expoente inultrapassável da aeronáutica nacional, da Marinha, e não só. Mas, claro, era almirante, era da tropa, não convinha nada. E, talvez por isso nada de ter almirante, ou general no aeroporto. Estes esquerdistas são uns pândegos.
4. Quanto aos consensos, que o PR diz que é "amplíssimo", é outro aspecto engraçado. Houve consenso, conversa entre os partidos representados na AR? Estou só a perguntar, porque não me lembro. Se houve e todos concordaram, OK.
5. É que se foi uma decisão entre o messias na representação de PM  com o seu sucessor na CML, ou mesmo se o messias teve a ideia ainda na CML, então estamos conversados quanto a consensos. Mas como o PR irradia felicidade acerca disto, está tudo bem. Mais um pequenino passo na vida desligada das realidades das pessoas, das realidades do País. Mas se eles estão satisfeitos e contentes, para que hei-de estar a parecer desmancha prazeres?
Viva Portugal
AC

sábado, 14 de maio de 2016

NA ALDEIA


AC

Porquê ter um blogue?

"Porque sim, porque quero dizer o que me apetecer, porque como aos jornais só chegam os do costume e só de vez em quando deixam passar umas cartas ao director, apetece-me ter um blogue!1 PRONTOS"!!!
É uma justificação possível!
Porque quero dizer o que me apetece, insultar, ofender, agredir, sem consequências! E insultar, depois, sempre sob anonimato, nas caixas de comentários dos outros.
Parece haver muitos em que assenta esta justificação!
Porque quero dar conta de aspectos ligados à cultura, falar de livros, de música, de filmes, de exposições, de autores, de realizadores, falar de tudo o que me apetecer!
É outra justificação possível!
Porque me apetece dizer sempre mal do governo, dos poderes instituídos, de todos os poderes que estiverem no poleiro, sempre, e por sistema! Discordar, sempre, porque sim!
É........de considerar, também, esta possibilidade!
Ah, é porque me apetece vir a ser conhecido, vir a ser apontado por outros blogues, sei lá, um dia nos OCS!
É também uma possibilidade!
Ah, porque o blogue é o meu porto de abrigo.
Outra possibilidade.

A justificação será diversa e, discorde-se de várias, discorde-se, como eu, da manutenção e aceitação do anonimato, seja nojento o nível da maioria dos comentários que se encontram na NET, ter um blogue está na vontade de cada um, tal como ingressar no Twitter, FaceBook, etc. Eu só tenho blogue. Iniciei-me nestas aventuras anos atrás, num blogue de um amigo, que muito respeito.
No meu blogue, e já no blogue do meu amigo, tentei sempre, porventura alguma vezes desajeitadamente, ter presente Miguel Torga - "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." Até porque, como fui ensinado, e na profissão ainda mais alicercei o conceito, o valor, existe uma diferença abissal entre homens de corpo inteiro mas sobretudo com cérebro e coluna vertebral, e os pequenotes que pululam por aí, muitos dos quais bem entrincheirados na vida pública e nas instituições e empresas que o erário público suporta.
Infelizmente, são muitos destes que dominam os poderes todos, aliados de escritórios e "donozinhos disto e daquilo". Existem excepções, felizmente, mas são bastante menos que a maioria bafienta.

Não tenho paciência para pessoas mal-educadas. Como se vê nas caixas de comentários, ou os "grosseiros" na pastelaria - "um café", que depois olham para mim e outros, que dizem - "muito bom dia minha senhora, um café e um nata por favor".
No meu blogue e em outro onde também colaboro, procuro ser decente. Talvez não o consiga sempre. Mas tento. Ao tecer as minhas opiniões, sempre discutíveis, um dos meus objectivos é não esquecer que nem sempre talvez consiga ver todas as perspectivas de um dado assunto e, por isso mesmo, aberto a contraditório. Será sempre salutar o confronto de ideias, civilizado e respeitador. Pena que muitos fiquem sempre calados.
Claro que num blogue existem limitações. Por exemplo, mas de vez em quando não me coíbo, não é aconselhável escrever textos demasiado longos.  Não se podem fazer estudos. E por isso misturo com algumas provocações, com pequenas picardias, com muitas fotografias.

Os meus desabafos nada resolvem. Eu sei. Aliás, os blogues de boa qualidade creio que também pouco aquecem ou arrefecem os poderes instituídos, os actuais e todos os anteriores.
Porque existe muita falta de cultura, falta e educação, deficiências gritantes de formação, que leva a que, na minha opinião, tantos dos meus concidadãos esqueçam sucessivamente a banditagem política que nos desgraça após cada mandato vencido nas urnas. Com promessas que sabem não ir cumprir.
E assim continuamos, com a malandragem que nos tem desgraçado desde o 25 de Abril de 1974 (nem vale a pena falar dos mais para trás), dos muitos que por aí andam como comentadores ou nos programas de TV, ou nos telejornais (presidentes de câmara, sindicalistas eternos, escribas sempre do contra, candidatos a lideranças, messias, etc), para além das poses, da propaganda, da telegenia e de contarem com jornalistas que nunca os apertam com perguntas específicas.
Não se discute a sério, os problemas e as prioridades de Portugal, e aspectos concretos como, o nº de deputados, a lei eleitoral, a promiscuidade política e os negócios e a inerente corrupção, o número de  autarquias, como inverter o despovoamento, o papel das Forças Armadas, o mandato do Presidente da República (7 a 9 anos?), etc.
Os meus desabafos nada servirão mas, lá está, como dizia o ratinho, "qualquer bocadinho ajuda,......e mijou no mar".
Os comandados, os cidadãos comuns, têm muita culpa no cartório.
Isto dito, nada mais,..........pintassilgos não são pardais.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Os órgãos de comunicação social, e particularmente os jornais.

Tenho dito e escrito, repetidamente, que uma sociedade nunca será equilibrada, decente, saudável, livre, sem OCS interventivos, que noticiem sem adjectivação, que tenham depois colunas de opinião, que investiguem.
Antes de 25 de Abril de 1974 havia censura, lápis azul.
No presente, não creio que exista lápis, materialmente. Mas não há censura? Seja de lápis azul, laranja, vermelho, azul, ou rosa? Cada vez tenho mais dúvidas.
E não me refiro ao recente caso do jornalista da RTP1 sobre o qual saltaram a pés juntos os puros e éticos da superioridade moral do PS. Os jornalistas não são casta à parte, são escrutináveis, são criticáveis. Mas certas reações desmascaram bem certos exaltados, certos esganiçados, certas esganiçadas.
É sabido que existem grupos dominando os OCS, com pouca transparência isto é, não é 100% dado a conhecer ao cidadão comum, quem de facto detém o quê, quem está por trás.
No que se refere aos jornais, vários desapareceram já.
Quando se olha para as tiragens, tempos houve de radiosos dias de SOL. Décadas atrás, o Expresso terá chegado a tiragens de 140000 exemplares, o DN um pouco abaixo (100 ou 110 mil) e o do Norte, o JN, teria tido tiragens talvez até superiores ao Expresso. Foi há 25 ou 30 anos?
E as exorbitâncias dos jornais ditos desportivos mas que, na realidade, quase só são sobre o futebol?
Os tempos mudaram.
Os estudiosos destas coisas avançam com justificações várias.
Todas certamente verdadeiras, embora a ponderação de cada um dos factores ou justificações seja porventura muito discutível.
Mas, com o passar dos tempos, com o desaparecimento de vários jornais, com o desprestigio de vários canais de televisão, estando a rádio em parte cativada também, e estando grupos económicos detentores de vários OCS, grupos que têm por trás muita gente ligada aos partidos e aos negócios e á promiscuidade que larva na nossa sociedade, o problema do emprego dos senhores jornalistas complicou-se.
Ao complicar-se, até porque a formação é capaz de em termos gerais não ser famosa, aumentou a superficialidade, a adjectivação de notícias, a auto-censura, a censura concreta de muitos factos e eventos, a subserviência, a má preparação, as caixas de ressonância, a gestão de agendas pessoais.
Pela minha parte, há muito que deixei de comprar o Expresso e o Público por sistema, coisa que fazia no passado. Ás vezes abro uma excepção. Raramente.
E não é por questão económica, pois essa despesa ainda posso suportar, mas a qualidade e tudo aquilo que acima apontei desgostaram-me bastante. Houve em tempos jornais de referência. Dizer isso, hoje, só por brincadeira ou tonteria.
Apercebo-me muito mais e melhor sobre o País, e o mundo, pela blogosfera navegando na Internet.
Quanto ás tiragens dos jornais, creio que números de 2014 indicavam, relativamente ao acima referido, quebras da ordem dos 50% para o Expresso, e muito superiores a 50% para DN, JN, Público.
O Correio da Manhã, no seu estilo próprio, creio que continua a aguentar-se. Mesmo os desportivos, penso que tiveram melhores dias.
Que panorama, portanto? MAU. A sociedade disso se ressente.
A esperança deve ser a última coisa a morrer. Aguardemos. Mas estamos numa fase muito má desta nossa democracia. Ou estou enganado?
AC
PS: já agora um aparte acerca da SIC; estou a exagerar ou aquilo já nem um tostão furado vale?

Escola pública, Escola privada

1. Repetindo-me, tento sempre nunca esquecer que comentar sem conhecer todas as vertentes de um dado assunto é sempre arriscado. Como estou numa sociedade em que, de todos os lados das várias barricadas que erguem, nunca contam as verdades todas, mais uma vez vou arriscar. Como se pode retirar do que se ouve e lê desde há várias semanas, uns ocultam partes das questões e dos antecedentes, outros disfarçam ou mesmo escondem vigarices, outros mentem mesmo. Com ideologia, sem ideologia, sem inocência nenhuma. E total ausência de vergonha.


2. Estabelece a CRP, no seu Art. 9º, (Tarefas fundamentais do Estado), na alínea f) - Assegurar o ensino e valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa; Mais à frente, no Art. 43º, nos nºs:
1º. É garantida a liberdade de aprender e ensinar.
2º. O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas, ou religiosas.
3º. O ensino público não será confessional.
4º. É garantido o direito de criação de escolas particulares e cooperativas.
No Art. 74º, nº 2, alínea a) - Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar; alínea f) - inserir as escolas nas comunidades que servem….......
No Art. 75º nº 1 - O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população, e no nº 2 - O Estado reconhece e fiscaliza o ensino particular e cooperativo nos termos da lei.

3.  Penso que se deve recordar, ter presente, para ponderar sobre o assunto:
a. Como era a rede escolar antes do 25 de Abril de 1974? No mínimo, deficiente, e com largas camadas da população sem acesso ao ensino.
b. O que se atingiu até ao presente.
c. O que a demografia, ou seja, o decrescente número de crianças, alterou no nosso País; menos alunos, e as inevitáveis consequências: menos turmas, necessidade de menos professores, necessidade de reafectar recursos.
d. Que foram fechando escolas ano após ano, como fizeram vários ministros incluindo socialistas, e particularmente Maria de Lurdes Rodrigues, que parece não pensar exactamente como o seu antecessor Marçal Grilo.
e. Que existem colégios em determinadas zonas do centro e sobretudo Norte do País Continental que datam de antes de 25 de Abril. E outros surgiram depois.
f. Que existem colégios particulares ligados à Igreja Católica, mas outros não.
g. Que existem colégios que prosseguem o seu caminho naquilo que eu designaria pelo campo da decência.
h. Que parece existir negociatas escandalosas neste âmbito, como já foi desmascarado por exemplo na TVI acerca do grupo GPS e, de acordo com o que me recordo, envolvendo gentinha ligada a vários partidos, inclusive notáveis do PS.
i. Que foram construindo escolas públicas onde não as havia e só havia escolas privadas.
j. Que algumas privadas terão sido construídas por quem provavelmente tinha tido responsabilidades no Ministério da Educação ou por alguém ligado a essas pessoas. Descobriram um furo!!
k. Que existem escolas públicas com bons resultados, outras com fracos. Idem para as escolas privadas.
l. Que nos professores, a CGTP sempre teve um dos seus bastiões. Presumo que a influência deve ser muito menor em relação aos docentes que ensinam no privado, o que muito deve irritar a CGTP, e o que acumula com a irritação resultante de menor sindicalização e de menos professores no activo.
m. Apesar de calada no início deste “tumulto”, a Igreja Católica começa a posicionar-se.
n. Parece-me verdadeiro o argumento de que o contribuinte paga a escola pública e também a privada, pois existindo os tais contratos de associação, sai dinheiro do OE. Mas o inverso parece-me igualmente verdadeiro, pois quem tem os filhos na privada paga na mesma as escolas públicas através dos impostos.
o. O PM garantiu ontem na TV que os contratos serão mantidos. Não vi, mas parece que disse qualquer coisa como, por exemplo, se uma criança está no 7º ano, vai manter-se o contrato e ela acabará o 8º e o 9º! E então, não acaba nessa privada o 9º, 10º, 11º, 12º?
Pois é!!!!
p. Há os que sonham, muito, e por ideologia defendem a escola pública mas,.........entretanto, pagam escolas privadas aos filhos. Mas sonham! Tal como no passado, os governantes que gritavam aos ventos a favor da escola pública mas metiam os filhos nas escolas privadas!
q. Parece-me claro que, se não houvesse contratos de associação, as mensalidades nos privados seriam ainda mais elevadas e, nesse caso, só os abastados lá podiam colocar os filhos.
r. Há liberdade de escolha apenas entre escolas públicas? Não há, o sistema não permite.
s. Há liberdade de escolha apenas entre escolas privadas? Há.
t. Será de apoiar uma escola privada com longa história e enraizamento comunitário?
u. Que pensar das contas, dos custos por turma, que em cada lado da barricada se avançam para confundir o cidadão comum?
v. Que escolhas criteriosas como alguns defendem, para eleger a melhor escola, em locais onde comprovadamente não existem alunos suficientes para as infra-estruturas todas entretanto edificadas? 
x. Não foi erigido na escola pública um sistema que entre muitas outras coisas consagra os horários zero, e onde sindicalistas o são por anos e anos consecutivos, não dando se calhar aulas porque andam sempre em trabalho político?
y. O que permite a Concordata quanto a estabelecimentos de ensino?
w. A concorrência é salutar ou não?

4. As opiniões são para se respeitar, eu respeito as outras. Que concluir? Concluo que:
a. Em primeiro lugar que todos defendem o seu campo. BE, PCP, PEV, PS, dizendo defender a CRP (??) mas defendem sobretudo as suas posições sindicais e, parece-me, do que li em documentação relativa aos trabalhos da Constituinte, que agora estão a procurar levar à prática o que nessa altura pouco ou não conseguiram.  O BE então anda numa campanha demagógica radical.
Por exemplo, a CRP estabeleceu em 1976 apenas - que o Estado fiscaliza o ensino particular supletivo do ensino público. Ora actualmente o normativo é diferente (ver o parágrafo 2 supra).
E é conhecida a angústia do PCP e do BE quanto às alterações efectuadas depois de 1976.
b. É aliás interessante verificar posições de certos Constituintes, em que se degladiaram quanto ao termo supletivo, e em afirmações noutras discussões como  - o fim último da revolução, a construção de uma sociedade socialista ........em que a garantia dos direitos fundamentais deve ser assegurada da forma mais compatível com os interesses da sociedade.......não concordamos com a consagração de um direito fundamental à criação de escolas privadas.
c. Conhecendo alguma coisa dos portugueses, conhecendo muitos burocratas, tendo alguma noção do que tem sido o Ministério da Educação designadamente de 1991 para cá, não acredito que o Ministério tenha apurado com rigor/conheça o que custa, cada escola secundária do País, cada escola primária, cada faculdade. Até porque, à boa maneira de certos senhores, não contabilizam ou contabilizam mal certos parâmetros. 
Em todo o lado se tem de levar em conta: os salários dos professores, os dos restantes funcionários, a electricidade, a água consumida, as lâmpadas e sobressalentes mais diversos consumidos, o papel, os consumíveis das mais variadas máquinas, as horas extraordinárias mensais, o aluguer de viaturas, a manutenção dos mais diversos equipamentos e das instalações, a substituição de material escolar e de material desportivo, etc. Em síntese, tenho as maiores dúvidas sobre as contas relativas à escola pública, mostradas tão abaixo das contas/ custos das escolas privadas.
d. Ainda quanto a custos, creio andar perto da falácia esta coisa dos custos. O que quero dizer é que, se de há anos o ME estabeleceu um custo por turma de 20/22 alunos para atribuir o subsídio no âmbito do contrato, aliás ajustado ao longo do tempo, então não é de esperar que ao fechar hipoteticamente turmas/escolas privadas e passar os alunos para a pública, o custo na privada passa automaticamente para a pública, não há portanto poupança nenhuma? 
e. Creio que uma parte dos colégios, particularmente aqueles como os  que foram denunciados estarem numa rede/ grupo muito questionável, está a movimentar-se em todos os níveis, até porque tem imensas ligações, ao que parece, pelo menos aos partidos do antigo arco da governação.
f. Parece-me, por outro lado, que existem em várias partes do País Continental situações anacrónicas no que respeita à concentração de escolas em zonas de cidades e não só muito restritas. Como foi possível? Uma resposta pertinente será porque os interesses de construtores, certos interesses privados ligados ao ensino, a isso levaram.
Mas talvez não só. Pode ter havido quem laboriosamente teceu uma malha no passado e que agora está prestes a dar frutos: construir mesmo não havendo gente para lá meter. E por isso foram fechando escolas. Agora, toca de fechar privados. Será?
g. Por outro lado ainda, creio muito razoável que o governo comece a acabar com certas negociatas. Porém, acabar com essas negociatas, não devia significar fechar tudo o que for privado.
h. Qual vai ser o resultado disto? Não sei, não sou adivinho. 
Mas desde já acho curioso, no mínimo, este ataque cerrado a escolas privadas quando, aparentemente, existem cerca de 500 em todo o País e apenas 79, repito, 79, têm contratos de associação. Não é estranho tudo isto?
i. Bem, se calhar não é nada estranho, quando se lê atentamente certos constituintes que raivosamente se opuseram a que ficasse consagrado na CRP 1976 o direito efectivo de pessoas famílias e grupos quanto a ensino privado.
Ensino privado que, obviamente para mim, não pode nunca deixar de ser rigorosamente fiscalizado e proceder integralmente de acordo com as várias normas definidas pelo Ministério de Educação. Mas vale a pena continuar a construir escolas públicas em certas zonas, só porque a CRP estabelece o que estabelece? Tenho dúvidas que num País com as dificuldades do nosso isso deva prosseguir.
j. Conclusão final: mais uma geringonçada, ainda que se deva (já devia ter sido) corrigir as pouca vergonhas que estejam no terreno. Mas deixem-se de ataques à igreja católica e a privados que cumpram escrupulosamente com as normas que o Estado, constitucionalmente, tem o dever de impor. E ainda quanto aos contratos, andam por aí os do costume com a sua habitual superioridade intelectual a dizer que têm base ostensivamente ilegal. Ilegal? Se me disserem que prosseguem linha diferente do PCP, do BE, aí percebo o argumento. Se forem ilegais, rapidamente os tribunais o confirmarão. Mas parece que o ME não quer ir por aí, porque será?
AC